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Archive for 11 de dezembro de 2009

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Por que será que os inconvenientes de plantão não entram em extinção? É incrível!

Hoje liguei para uma querida e senti sua voz meio esquisita, um mix de euforia com certa indignação. Nem precisei perguntar o que houve, pois ela desabafou sua angústia em fração de segundos.

Dezembro já é um mês corrido e complicado, onde a gente sempre procura estar ao lado das pessoas que temos afinidades, os amigos mais próximos, a família. Dezembro é assim! E a minha querida, que vou chamar de I. para preservar sua identidade, pelo jeito terá um mês desgastante e trabalhoso.

Não vou contar tudo aqui, pois senão daria uma novela mexicana, mas o fato é que I. e seu marido adoram receber as pessoas em casa (pelo menos adoravam!) e com o tempo passaram a atrair alguns inconvenientes e abusados. I. e seu marido não conseguem entrar num concenso e dizerem o famoso “não”. Parece simples, mas é muito mais complicado que isso!

Enfim, é difícil administrar quando você dá uma mãozinha e a pessoa já vem querendo o braço inteiro. O fato é que um casal de parentes que acabaram se distanciando com o tempo, resolveu aparecer. A mulher é uma intragável (sempre foi e conheço de outros carnavais) e o marido, apesar de gente boa, está bem doente (nada contagioso). Sua doença requer cuidados imensuráveis. A família de I. dará uma festa neste final de semana e muitos parentes que moram distante foram convidados… Isso significa que obviamente ficarão hospedados em sua casa, com o maior prazer e carinho.  E este digníssimo casal não foi convidado para a ocasião.  Mesmo assim, a mulher se convidou e ainda exigiu que fossem buscá-los de carro em casa, já que seu marido doente tem suas limitações.


Por serem parentes do seu marido, I. está numa sinuca de bico. Terá que ceder o seu quarto e a sua cama para este casal e ela não sabe aonde vai acomodar o restante das pessoas que se hospedarão lá. I. me confidenciou que assim que terminássemos a nossa ligação, telefonaria para a criatura abusada e falaria delicadamente que a casa estará cheia a partir de hoje à noite. Mas o que I. não compreende é que gente inconveniente e abusada não está nem aí pra isso, se faz de morto e consegue o que quer.


Isso me dá uma ira sem tamanho! E é por situações como esta que sou considerada antipática, simplesmente pelo fato de eu não aceitar, não querer, não convidar e não ser conivente. Prefiro manter este meu título, nada nobre, mas que não me causa prejuízos neste sentido. Fala sério?!


Como se não bastasse, o casal, onde a “cabeça” mandona é a da mulher já se auto convidou para passar o natal junto da família de I. O marido de I. é o tipo do cara que não sabe dizer não para ninguém e deixa esse tipo de coisa a cargo dela. No final, I. sai como a malvadinha de história. Eita relação complicada!


Sendo assim, o que resta a ser feito, além de colocar a vassoura (ou todas elas) atrás da porta e os panos de prato dentro do forno (desligado, tá? rs), é criar um mantra poderoso e “vibrar” positivamente para afastar esses “encostos”. Xô uruca! Vão cantar de galo em outra freguesia!


Fora isso, tem muitos mais absurdos que nem vale a pena mencionar. O que será que realmente se passa na cabeça dessas pessoas?




——————Atualizando—————–

I. me telefonou novamente, agora com uma voz bem mais tranquila, dizendo que por uma feliz coincidência (ou será que foi obra da vassoura atrás da porta? rs) o casal não poderá ir para a sua casa pois o compromisso que eles tinham na próxima semana foi antecipado para amanhã. E, pelo visto, também fizeram outros planos para o natal. Que permaneçam assim!


A vassoura realmente é poderosa!!!!


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>Vovó Maria

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“Grandmother Elf” by Sarah L. Hermanutz

Vovó Maria era uma verdadeira bruxa. Um pouco parecida com
as bruxas de desenho animado, com a diferença de que ela era bela e não fazia
maldades. Pequenina, franzina, parecia frágil. Tinha pezinhos de menina…
delicados. Sua face marcava o tempo, suas mãos emanavam carinho, seus
cabelos… prateados, quase sempre envolvidos em um lenço de estampas florais.

Eu me lembro dela de muitas formas, em muitos cenários, mas
uma imagem da época de infância certamente é a mais marcante. Vovó na cozinha
da sua casinha bem humilde cozinhando o almoço em verdadeiros caldeirões. As
ervas ela colhia da janela, cada uma plantada em latinhas reaproveitadas.

Vó Maria fumava cachimbo. Sua roupa tinha cheiro de fumo e a
cada intervalo das tarefas domésticas ela se sentava ao portão, debaixo de uma papoula
e começava o ritual de cortar com seu canivetinho o fumo de rolo. Era neste
momento que eu me sentava a seu lado para ouvir suas histórias e brincar com as
papoulas amarelas.

Ela era uma senhora bem assanhada, muito festeira e
participante de todos os eventos. Não podia ouvir falar em festa… Lá estava ela
dando sugestões de comes e bebes, e comandando o resto da família para o evento
acontecer e ser bonito.

Teve época que eu sentia medo da vovó Maria. Coisas de
crianças… rs. Aquela cozinha dela me causava certo espanto e aquela casa
velhinha com fotografias antigas espalhadas pelas paredes me dava a sensação de
que eu estava sendo observada a todo momento. Quando eu cresci, minha avó
passou a ser uma figura essencial para mim, principalmente nas férias quando
sempre ia visitá-la.

Certo dia, minha irmã escondeu a caixinha dos apetrechos de
fumo dela. Ou melhor, minha irmã enterrou no quintal da casa da minha tia. Vovó
ficou louca! Colocou a culpa em todos os outros netos e ameaçou que se
descobrisse o autor da façanha a coisa não ficaria muito boa pro lado dele. Até
que horas depois, minha irmã foi lá e desenterrou a caixa. Quando vovó soube,
deu um sorriso e nem se importou… Ainda não descobrimos porquê a danada da
criança fez isso! Vovó era muito compreensiva, ladrava mas não mordia. Sem
contar que éramos o xodó dela.

Eita saudades da Vó Maria! Saudades de vê-la fuxicando as
rodelinhas de retalho para fazer belíssimas peças. Até hoje guardo com carinho
uma colcha de casal com centenas de fuxicos feitos um a um por aquelas mãos de
fada.

Vó Maria não me viu casar, não conheceu meu filho, nem os da
minha irmã. Ela era muito especial! No dia em que foi viver lá em cima, ela
sabia que havia chegado o momento da partida. Como sabia eu não sei! Mas ela
fez previsões acertadas e foi triste vê-la indo embora.

Tenho certeza que boa parte da minha inspiração vem dela. Acho
que ela virou um anjinho e me olha lá do alto todas as vezes que pego os meus
retalhinhos e agulhas. Ah vovó, se a senhora estivesse aqui! Como fuxicaríamos
juntas! Jamais me esquecerei das suas comidinhas, das suas histórias, do seu
lencinho nos cabelos. Você me fez amar Botânica, sabia? Me inspirou a usar os
temperos certos nas minhas receitas e a colher as flores e as folhas com
respeito pela natureza. Não esquecerei jamais o timbre da sua voz fininha
brigando com os netos e os afagando em seguida. Você era um ser encantado que me
ensinou, no seu modo de viver, que não existe idade para aproveitar cada
segundo da vida e você realmente aproveitou tudo até o último instante.

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 Fiz este passo-a-passo no ano passado… é super facinho! Ele também está no blog sobre artesanato da Revista Sou + Eu. Fica um charme personalizar a árvore com essas bolinhas e o mais legal é saber que foi a gente que fez né?
Este ano eu não consegui tempo para fazer nada de natal… Estou com materiais e tudo aqui, mas realmente não deu! De qualquer forma, ainda dá tempo de você fazer as bolinhas, enfeitar sua casa ou presentear alguém.
Espero que curtam!

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Meu vizinho da frente está construindo sua casinha… Ela ainda está no tijolo e tem alguns cômodos inacabados. A família já mora nela faz um tempinho. Hoje ele preparou essas luzinhas de natal e ligou!!! Está tão bonito e colorido daqui!!!

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