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Archive for fevereiro \25\UTC 2010

>Green fairy..

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Fazia um bom tempo que eu não passava por dias assim. Apenas a minha imaginação me trazia a sensação de andar sobre nuvens e viver momentos gloriosos. Ao redor, a realidade me mostrava o contrário… uma prisão sem muros, engaiolada por paredes finas que deixavam o som do “vai e vem” do mundo ultrapassar os tijolos frágeis.

Porém, toda orquídea precisa passar um período na estufa para se desenvolver e só irá realmente desabrochar em felicidade quando for transferida para um local mais apropriado.

Meu momento muda acabou! Minha orquídea interior está desabrochando, embora jovem e aparentemente frágil.

O cenário de hoje será contemplado muitas e muitas vezes, mas em todas elas ocorrerão mudanças sutis, seja dentro de mim, seja do lado de fora. De qualquer forma, já não sei mais onde termina o meu Eu e começa a natureza, pois assim que pisei neste vale encantado me reconheci em cada folhagem, em cada arbusto, em cada flor.

Isso me fez relembrar os Bosques de Libelle.

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O processo de adaptação não está sendo fácil (como era de se esperar), mas nem por isso deixa de ser agradável quando estamos exatamente onde queremos.
Uma das coisas complicadas aqui é sinal de internet e celular. Operadoras como a Oi e a Claro não pegam bem, em especial dentro da minha casa que é cercada por vegetação e montanhas. A Tim pega melhor e a Vivo é excelente. Por isso terei que mudar meus planos de operadora para conseguir me comunicar. Quanto a internet estamos usando o 3G da Claro que pega em alguns pontos apenas e pretendemos voltar para o Velox assim que conseguirmos o ok pra isso. Por enquanto o telefone fixo não foi transferido pois ainda estamos estudando a melhor possibilidade.
Assim, ocorrem alguns inconvenientes de alguém me ligar e por sorte conseguir pegar o sinal da Oi e simplesmente cair a ligação no meio da conversa ou estar teclando pelo MSN e cair a conexão da Claro. Paciência! Fazer o que? Esta é uma prioridade que precisa ser resolvida mas não é da noite para o dia.
Com isso, tenho demorado para responder emails e atender aos meus clientes. Tenho comunicado (quando é possível) que estou enfrentando este tipo de problema, mas muita gente não compreende. Então vem a pergunta que a maioria se faz e não tem coragem de verbalizar: “Que raios você foi se meter num lugar desses?”. Bom, motivos pessoais que não acho interessante expor, apenas precisei vir e acabou sendo na correria, atropeladamente, e tudo o mais. Por mais que o trabalho seja essencial na minha vida e muito importante para mim, meu filho e minha família sempre virão em primeiro lugar.
Também não consegui ainda recrutar gnomos, duendes e fadas que estejam disponíveis para me ajudar com tudo… rsrsrs.. brincadeiras a parte, estou literalmente sozinha, me dividindo em dirigir 52km por dia para levar e buscar filho na escola, arrumar a casa, fazer comida, lavar as roupas, resolver questões burocráticas e ainda trabalhar. Sabem o que é mudar de município e ter que endireitar tudo em tempo recorde? Tenho certeza que alguns já passaram por isso e compreendem exatamente como está a minha vida neste momento. O pior é que como eu sou correta demais e preocupada demais com tudo, não consigo relaxar minha mente e não paro de pensar em soluções para resolver os contratempos.
No mais, estou amando a minha casa, estou feliz em participar todos os dias da felicidade do meu filho, estou dormindo muito bem (coisa que não fazia em Niterói nestes 5 anos que vivi lá) e sei que quando tudo se ajeitar vou realmente começar a viver um dos melhores momentos da minha vida.

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>Contemplação…

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É preciso tomar cuidado com a maneira que olhamos as coisas… As pessoas, as situações, o cotidiano. Nem tudo o que parece ser na realidade é. Muitas vezes, resumimos a nossa aparência em um sorriso para que possamos deixar sair do nosso interior apenas o lado positivo, as coisas boas da vida… Afinal, por que mostrar o lado oculto? Aquele que não é tão bonito assim?

Algumas vezes, observamos pela janela da nossa alma e concluímos que o gramado do nosso vizinho é mais verde que o nosso, que seu jardim é muito mais colorido, que a sua vida se resume em tranquilidade e que, talvez, ele seja mais feliz do que nós, não tenha problemas, nem dúvidas, nem inquietações. Tudo isso se baseia na ilusão de um olhar que possui mais do superficial do que da realidade.

O ser humano só enxerga aquilo que quer ver. Não se importa (mesmo que não seja da sua conta) se o percurso feito pelo vizinho foi cheio de obstáculos, se para conquistar o seu gramado verdinho ele teve que retirar todas as pedras e entulhos do caminho, roçar mato alto, adubar o solo, tornar o terreno fértil. Ninguém viu o processo, apenas o resultado e assim fica fácil formar opiniões a respeito do quão cuidada e bonita é aquela grama.

Talvez ninguém tenha parado para observar as mãos calejadas do vizinho que precisou usar muito a sua enxada para retirar as ervas daninhas e só então começar a preparar o jardim. Ninguém viu as mudas crescerem e a luta que foi exterminar as pragas. Ninguém sentiu a emoção de ver a primeira flor desabrochar e inspirar todas as outras na primavera… O que foi visto foi apenas o resultado colorido da diversidade de espécies.

Não se sabe os percalços que o vizinho passou (e passa) no trabalho, na família, na vida ao longo do caminho. Talvez por isso, ninguém compreende que, ao final do dia, ele se sente em sua varanda para apreciar um bom vinho acompanhado de uma boa leitura… “Esse tem a vida que pediu a Deus!” – é o que dizem. “Quisera eu ter esse privilégio da sombra e água fresca!” – é o que pensam. Mas da vida dele, ninguém realmente sabe. Ninguém sente a pressão e o peso que ele carrega em seus ombros.

O fato é que todo mundo passa por isso. Ninguém tem essa vida glamourosa que muitos pensam, por mais que possa parecer. Não que se queira mostrar glamour sempre, nada disso… Mas expressar o que de melhor há em nossa vida, nessa trajetória divina, é inspirador… é o que ajuda na motivação para continuarmos a trilhar a nossa estrada. A única coisa que precisamos ter em mente é que nada é fácil, nada cai do céu pra ninguém e que, ao admirarmos o jardim majestoso do nosso vizinho, tenhamos a consciência de que foi preciso muito trabalho para ele crescer e são necessárias muitas doses de dedicação diária para que a beleza se mantenha.

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>Back to school!

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Enfim, resolvi o problema da escola. São 14km daqui até lá, mas ok. O importante é meu filho iniciar o ano letivo e ser feliz. Optei por um colégio particular situado em outro bairro, porque aqui infelizmente não tem nenhum que ofereça a série dele e não vou optar por nenhum público sem indicação. Consegui um valor razoável, mesmo assim vamos ter que rebolar a princípio. No problem! Se temos saúde e somos super descolados e determinados, vamos trabalhar e fazermos o melhor possível.

Incrivelmente a lista de materiais é bem menor do que a do colégio em Niterói. Como pode né? Já vi também o uniforme completo que precisará ser encomendado sob medida e visitei todas as instalações da escola. Conheci desde a cozinheira, professoras, turmas e diretora. Tudo pareceu bem bacana e vamos ver como será no decorrer deste ano.

Menos um item da minha lista de afazeres, agora finalmente vou poder me concentrar nas minhas coisas. Tô morrendo de cansaço, acordei cedo, fiquei igual a uma barata tonta pra lá e pra cá, mas a preocupação com o colégio foi resolvida. Essa semana vai ser pauleira, mas eu aguento… rsrsrs.. pelo menos não reclamo mais de calor, barulho, nada disso. Assim é mais fácil ficar com a cuca fresca! rs.

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>Volta às aulas!

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Não consigo resolver minha vida enquanto não resolver o colégio do Natan. Achei que estivesse tudo sob controle e na prática não está sendo bem assim.

Descobrimos que em nosso bairro não existe nenhuma escola, pública ou privada, que atenda a série que ele está. De todo modo, a distância das escolas próximas, indo em direção à Friburgo ou Teresópolis, é praticamente a mesma, por volta de 12km. Isso vai me custar em torno de 20 a 30 minutos dirigindo para levar e buscar, o que na verdade, este não é tanto o problema.

A educação dos nossos filhos é algo tão precioso que não podemos vacilar. A princípio pensei que não haveria problemas dele ir para uma escola pública, pois o ensino é bom e perto de casa seria melhor tanto para mim quanto para ele. Mas a única escola que tive boas referências não contempla a série que ele está, só a partir do ano que vem ele poderá estudar lá. Nossa rotina mudará muito em relação a isso e, sinceramente, eu não me preocupo. Vou gastar mais tempo e combustível no trajeto casa/escola, escola/casa, mas o que me importa é que ele se sinta bem e tenha privilégio de um bom ensino.

Eu já sabia que os colégios particulares daqui não são muito baratos, já tinha uma noção de que o investimento não seria pequeno, por isso, neste primeiro momento em que estamos ajustando os gastos e as dívidas, a vida nova que escolhemos ter, estudar num bom colégio público seria uma opção interessante. Não pensem que estou barganhando a educação do meu filho, mas todos sabem o quanto é difícil administrar valores e ganhar nosso dinheiro suado de todo mês. A única coisa que eu sei e tenho certeza é que sempre dá tudo certo.

No mais, além do nosso sonho de viver aqui, buscar a tal qualidade de vida que não conseguimos encontrar na “selva de pedra”, a nossa maior motivação para esta mudança radical foi o nosso filho. Queremos que ele cresça e se desenvolva num lugar tranquilo, que ele possa brincar e ser criança, andar de bicicleta na rua, subir em árvores, andar de skate, fazer amigos, correr a vontade, ter seu espaço num clima agradável… ou seja, proporcionar a ele tudo o que estiver ao nosso alcance para que ele seja ainda mais saudável. A gente sabe que tudo isso tem um preço e a gente também sabe que nosso trabalho duplicará tanto na adaptação da uma nova vida quanto em relação ao fluxo de dinheiro necessário para manter esta nova fase.

Agora estou saindo para ver uma nova escola e, se tudo der certo, ele começará ainda esta semana.

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>Wake up!

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Hoje o relógio despertou às 4:50 da matina. Fabio levantou para ir trabalhar e eu ainda fiquei na cama até umas 6. Combinei com a vizinha de irmos a escola para fazer a matrícula do meu filho.

Antes de nos mudar, entramos em contato com a vizinha da frente a fim de conseguirmos uma vaga numa escola do município. Assim, nossa vizinha ajeitou tudo e, devido ao carnaval, muvuca de mudança e tudo o mais, marcamos a matrícula para hoje e, no caso, hoje mesmo ele já começaria a estudar na parte da tarde.

Inicialmente pensamos numa escola particular, porém, além de ser distante daqui, as escolas públicas são muito boas e bem mais próximas, o que me pouparia tempo para levar e buscar meu filho.

Chegamos no colégio exatamente no horário combinado e para a minha surpresa a diretora me informou que eles não tinham turmas para a série do Natan, ou seja, mesmo eu dizendo tudo direitinho para a vizinha ela informou a série errada. Affff… Assim ela me indicou uma outra escola que poderia nos atender e mostrou o caminho. Lá fomos nós (eu e Natan) procurar a tal escola. O passeio foi maravilhoso, vimos castelos, plantações de verduras, fazendas, picos turísticos, hotéis belíssimos, mas nada de escola por ali. Não encontrei mesmo perguntando aos que passavam pelo meu caminho. Voltamos para casa um pouco frustrados e agora estou novamente fazendo uma pesquisa para selecionar novos colégios e resolver isso durante esta semana. Pensei que hoje já estaria tudo ok e me incomoda o fato dele ter que ficar mais alguns dias em casa perdendo aulas. Mas, paciência! Vamos encontrar uma solução para isso em breve.

No mais, valeu acordar cedo assim e hoje o dia está lindo… sol brilhando, céu azul e brisa suave. Não encontrei o que eu procurava, mas descobri um lugar lindo neste passeio, pena que não levei minha câmera fotográfica.

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> Estou postando algumas fotos da minha casa, mas como tudo ainda não está organizado (e isso vai demorar!) foquei apenas em alguns detalhes.

Este é um gnomo que o Fabio me deu quando fomos para Penedo em 2007. Desde então, ele sempre esteve presente em nossa cozinha e aqui resolveu morar na prateleira onde guardo minhas panelas de barro e meus caldeirões. Seu nome é Ashimban.
 
Aqui parte da minha cozinha, com a prateleira onde o Ashimban “mora”. Ainda está faltando um caldeirão médio que deve estar em alguma das caixas que não foi aberta. Neste local fazemos nossas refeições.
Fabio com a mão na massa preparando os pães de queijo. Aqui em casa é tudo muito simples e adoramos essa simplicidade toda. Pretendemos substituir essa mesinha por outra um pouco maior e com outro estilo, mas por enquanto “não tem tu, vai tu mesmo”… rs. É uma delícia ficar neste cantinho da casa. Particularmente, adoro cozinha… amo sentar, tomar um café e bater papo ali. Não tem jeito! Todos que vêm aqui adoram este cantinho e ele, com certeza, é o mais usado.
 
Este é um vaso que fica do lado esquerdo da entrada da sala na parte exterior da casa. Esta plaquinha eu ganhei de uma amiga secreta em uma das troquinhas que participei, só não lembro agora o nome da amiga. Neste vaso já comecei a plantar avencas que adoram sombra e umidade, pois além de ter uma torneirinha em cima ali não bate sol, apenas luminosidade. Quando tirei esta foto ainda não tinha transferido as avencas prali e vai demorar um tempinho para elas se proliferarem, mas parecem que não “sentiram” a mudança de local e estão se saindo bem.
Minha câmera acabou a bateria e eu não sei (ainda) onde foi parar o carregador, então não deu para tirar mais fotos. Além do mais, muitas caixas estão atravancando alguns cômodos, mas acredito que muitas serão abertas e organizadas durante a semana. Bate aquela preguiça… rsrsrs.
Amanhã volto a trabalhar e esta semana será de pura organização aqui no ateliê. Assim que ele estiver “arrumado” e apresentável eu mostro fotos pra vocês sem falta, ok?
Bom início de semana a todos!

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