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Archive for maio \31\UTC 2010

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No ano de 2002 eu tive um sonho. Desses que a gente sonha dormindo mesmo, sabe? Abri as cortinas da minha sala no décimo andar do prédio e fiquei apreciando a vista naquela manhã de inverno. Mantive o olhar fixo tentando deixar mais vivo na memória cada nuance daquele sonho que mais pareceu realidade. Aos poucos, enquanto eu trazia nas mãos uma xícara de chá de morangos, comecei a ver (e sentir) os flashs do cenário que embelezou a minha madrugada de sono. Eis aqui o meu relato:
Era uma casa antiga, como uma pequena miniatura dos casarões de fazenda. Possuia dois pavimentos e janelas claras com jardineirasrepletas de flores coloridas. Ela se localizava exatamente no meio de umafloresta. Na verdade, senti como se a casa fosse a própria floresta., vivendo e respirando como cada árvore ao seu redor. Isso trouxe uma sensação de aconchego.Quando fechava os olhos, via perfeitamente cada detalhe da velha cozinha, ofogão à lenha, as cortinas na janela, o cheiro das ervas e temperos… Podia sentir a brisa fresca, cheirando a verde, tocar o meu rosto. Uma sensação defelicidade me envolveu nesse momento. Uma lembrança tão viva em minha mente! Mascomo? Eu nunca estive numa casa assim antes, pelo menos não nessa existência.
Ainda de olhosfechados, pude sentir os meus pés tocando a terra. Foi uma agradável sensação.Ouvia o ruído dos meus passos tocando as folhas secas que caíram de um velhocarvalho. Isso me mostrava mais uma vez a prova de que a natureza é perfeita, poisela tem a morte como uma nova possibilidade de vida. Tudo tem serventia, poiscada folha, flor e fruto que caem iniciam um novo ciclo
Ficar naquelelugar me trazia um sentimento de bem estar. Sentir o vento tocar meus cabelos e meenvolver num suave abraço. Não consiguia saber onde a casa se localizava.Provavelmente, é um lugar que eu ainda não tinha tido a oportunidade de conhecer desdequando passei a pertencer a esse mundo. O que parece óbvio é que esse lugarexistia dentro de mim. Estava tão vivo em minha memória!
Esse sonho permaneceu me visitando por muito tempo, me trazendo uma saudade de algo que não sei bem o que era. Então eu descobri no momento em que fui apresentada à minha Avalon, à minha casa. Estranhamente igual ao sonho de anos atrás. Talvez, por ela já existir dentro de mim, alguém a materializou como que por gentileza e assim que adentrei pelos portões pude reconhecê-la. Ela estava ali, rústica, construída por mãos que sabem bem o que é simplicidade. Eu agradeci! Mesmo não podendo reverenciar os homens e seus fortes braços que deram forma ao meu sonho, agradeci ao vale por abrigar o meu lar e protegê-lo.
A Avalon do meu coração que se esconde em brumas repletas de mistério descortinou alguém que estava adormecido nas minhas entranhas, aguardando o momento certo de desabrochar como as hortências lilases. Minha casa é simples e não existe nada aqui que seja complicado, por mais que às vezes a vida teime em apresentar complicações que sobrevivem apenas da porta pra fora.

Mas foi sentada em um pequeno banco rosa, tomando chá de morangos e saboreando um bolo de laranja que estive na minha Avalon pela primeira vez há 8 anos atrás, sem ter a mínima noção de que ela realmente existia neste mundo. Esta foi a prova de que tudo o que existe dentro de mim pode criar formas e ser acariciado.

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>Aviso

>Tempo fechado, internet ruim, upload quase impossível! Estou tentando comentar nos blogs participantes da blogagem e só mais tarde vou poder publicar o meu post “Vida Simples”… Sorry! Estou desde de manhã nessa luta com a conexão cafona.. rs.

beijos e continuo tentando!

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>Oi pessoal,

Desde que publiquei o meu primeiro livro, “De-Lírios: Devaneios em forma de poesia”, algumas pessoas têm me enviado emails e mensagens com perguntas e mostrando o desejo de também publicar seus textos, se aventurar neste tipo de projeto, etc.

Bom, primeira coisa que posso dizer é que estou começando agora. Como assim? É fato que já escrevo (e muito) há muitos anos e possuo backups dos meus textos que ficaram guardados esperando uma oportunidade (ou seria vontade? coragem?) para serem publicados e lidos por quem se interessar. Digo que estou começando agora nessa coisa toda de lançamento, publicação, “entrar na chuva para se molhar” mesmo. Por isso, tenho usado meu tempo livre para muito estudo e pesquisas.

Me parece que muitos dos que se interessaram por esse processo e me fizeram algumas perguntas se encontram numa situação que eu passei um tempo atrás, ou seja, escrevem mas não encontraram uma forma de materializar isso em uma obra publicada. Digo que, hoje em dia, é possível publicar um livro sem custos e sem depender do crivo de editoras. Parece fácil e parece que qualquer um pode virar escritor da noite para o dia, mas não é bem assim. Por que? Primeiro porque aqui no Brasil não temos o incentivo merecido nesta área; segundo porque é preciso ter talento. Penso que uma boa obra, além de ser bem escrita, precisa ter um diferencial… Fazer o que todo mundo faz não é o melhor caminho.

Escrever dá trabalho, não é tão simples como pode parecer. Vemos que muitos escritores conseguem nos envolver de tal modo com os seus textos, tudo flui tão naturalmente que podemos acreditar que foi bem fácil para ele terminar determinada obra e ser reconhecido por ela. Ledo engano! Escrever é cansativo, a medida que colocamos nossa energia ali naquele projeto nos entregando de corpo e alma a ele, ao final de um dia nos sentimos esgotados e ainda assim precisamos de muitos outros dias, semanas, meses e até anos de dedicação para finalizarmos uma obra. Detalhe: nem sempre o final acaba sendo satisfatório.

Imagine então um escritor desconhecido, que nem sempre tem a chance de ser lido para ser criticado? Muitos já o criticam antes de ler suas obras ou simplesmente ele passa indiferente ao olhar dos que procuram sempre os renomados. É complicado, mas não é impossível!

Parece que ser escritor é um sonho tão distante, tão inatingível que muitos bons escritores iniciantes (às vezes nem sabem que o são) guardam a 7 chaves verdadeiras pedras preciosas, tesouros empoeirados no fundo de um baú. A insegurança por “se mostrar” é tanta que quem perde não é só ele, mas também seus futuros leitores. Do que adianta pintar um quadro e pendurá-lo na lavanderia da sua casa onde quase ninguém tem acesso? Seria medo das críticas? Medo de se expor? Receio de não ser tão bom, de não agradar? Medo de não estar à altura? Mas que “altura” seria esta? Qual é o obstáculo?

Penso que o maior obstáculo é o que formamos dentro de nós mesmos, alimentando esses sentimentos completamente ilusórios… Sim, porque nunca vamos saber se não tentarmos, se não formos lidos. Mesmo assim, uma crítica negativa sobre algo que você escreveu não faz de você um péssimo escritor. Talvez, você precise melhorar, estudar mais, pesquisar mais, se aventurar mais. E quem é que não precisa? Colecionamos experiências ao longo do tempo, na nossa trajetória de vida até a morte, portanto, estamos sempre aprendendo não importa a nossa idade. Em geral, sempre achamos que ao concluirmos um projeto ele poderia ter sido melhor e, de certo modo, é bom pensarmos assim… Sempre existirão novas possibilidades e outras formas de olhar a mesma coisa. Nada está totalmente completo! Sempre haverá o depois!

Tudo isso é para dizer o seguinte: se você quer se tornar um escritor, não desista! Pelo menos, não desista antes de tentar e esgotar as possibilidades (se é que isso é possível!). Se você escreve e sente prazer em fazer isso, se acha que os seus textos serão apreciados por alguns, você não precisa começar escrevendo um livro, um romance. Comece devagar… com textos curtos, quem sabe contos? Ou crônicas? Poesias talvez? Participe de concursos literários (tem aos montes!), participe de antologias, se envolva com este universo e pesquise bastante. Muitos contatos surgirão, você encontrará diversas pessoas que estão no mesmo barco e poderá compartilhar experiências… Leia bastante, mas não fique neurótico com isso. Escrever é, antes de tudo um dom. Alguns têm mais facilidade para fazer com que as palavras fluam naturalmente, outros nem tanto. A prática é o melhor caminho para tudo o que nos propomos fazer nesta vida.

Por isso, não deixe os seus tesouros guardados e nem os seus sonhos empoeirados, pois eles estão ansiosos para serem realizados. Pense nisso… afinal, você não tem nada a perder e só irá ajudar a embelezar ainda mais o mundo.

Um grande beijo!

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>Hello folks!

Hoje quero falar um pouco da vida… da minha vida simples (não é a blogagem.. rs).

Minha gripe foi para o beleléu, como bem sabem. Gostei da definição da Samara quando se referiu a gripe como doença de rico.. hahahahahahahaha… pode ser, não é? Afinal a gente fica num dengo chato, inconveniente, sem conseguir fazer o trivial, dependendo de alguém pra fazer um almoço, levar o filho pro colégio, etc. Varrer casa? Nem pensar! Lavar louças? Pior ainda! E mesmo sendo difícil esse tipo de vírus me pegar, quando pega, meus amigos… nem lhes conto! A sinusite vem chegando como um tapa na cara de mão aberta!

O bom é que recuperada pude ir à festa da família no colégio do filhote. É o primeiro evento que participamos na nova escola e foi fantástico. Não vou postar fotos porque nenhuma saiu legal. O tema deste ano foi “Minha Família é Super Star”, onde houve um desfile dos alunos e seus pais todos fantasiados com algum item desses engraçados que se usa em carnaval. Vi de tudo! Chapéus loucos e coloridos, muitos marabus, óculos de vários formatos, perucas, anteninhas… enfim… a maioria dos pais e parentes que estavam presentes entraram naquele clima de total alto astral.

Eu e Natan não desfilamos. Ele não quis! Aliás, ele nunca quer participar de nada do tipo, acha que é “pagar mico” e eu também não forço. Afinal, se ele não topar por livre e espontânea vontade, não é justo força-lo a se sentir mal em público.
Fizeram até concurso para a família mais animada e os vencedores voltaram para casa com algumas delícias culinárias (bolos, bombons, etc.).

Em seguida serviram um lanche delicioso. Tudo bem saudável e natural. Fiquei feliz por não ter refrigerantes e a opção foram sucos de vários sabores, todos deliciosos. Até cafezinho teve! Serviram cachorro-quente, sanduíches, bolos variados, biscoitinhos, canjica para nos aquecer do friozinho. Tudo feito com muito carinho e atenção para receber as famílias dos alunos.

O professor de Educação Física realizou brincadeiras com os pais dos alunos e, sempre nessas horas (graças a deus) o Natan escolhe o pai. Agora imaginem um cara alto, forte, de cabelos compridos, cavanhaque, brincando com outros pais e mães no meio da quadra da escola com uma bola de aniversário amarrada em um dos tornozelos tentando estourar a bola dos outros participantes. Ninguém chegava perto dele com medo de ser massacrado!!! kkkkkk… E coitado do Fabio… cheio de cuidados para não machucar ninguém! Até que ele durou muito no jogo e quase no final alguém estourou sua bola (no bom sentido, tá gente? rsrsrs) e ele perdeu.

Mas o ponto máximo dessa comemoração foi quando pela primeira vez na minha vida vi meu filho participar e se envolver por completo na última apresentação da noite. Os alunos ensairam uma coreografia (não vou me lembrar da música agora) e antes de se apresentarem deram para as mães a metade de um coração feito em papel cartão colorido. Assim que o show começou, eles dançaram, apontando para suas mães em momentos-chave da canção dedicando a elas todo o seu amor, oferecendo aqueles versos para a pessoa que mais importava para eles naquele instante… em seguida, todos levantaram suas blusas e a outra metade do coração estava colada neles próprios. Mãe, você é a parte que me completa!!!

Choreiiiiiiiiiii, mas eu choreiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii igual a criança. Nem posso lembrar senão choro outra vez! Natan sempre foi muito envergonhado para fazer isso e eu ficava a ver navios em todas as festas do colégio, pois ele não se envolvia mesmo. Hoje foi diferente!

Depois de tudo, ainda ganhei um presente que ele decorou. Uma sacola retornável (as famosas Ecobags) cheia de borboletas e botõezinhos. Uma fofura! Foi uma tarde maravilhosa.

Já dentro do carro ele me perguntou se eu estava chorando na hora da apresentação. Como não, meu filho? Eu amei tanto que nem tenho palavras para descrever.

Aliás, estou numa fase muito sensível, muito emotiva, muito delicada. Mas isso, eu conto depois!

Beijos grandes e bom final de semana!

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>Gente,

Estou aqui na correria, mas percebi que algumas pessoas estão tendo dificuldades de “sacar” como será a Blogagem Coletiva “Vida Simples”. Eu acreditei que dando um direcionamento com sub-temas para a blogagem seria mais tranquilo para elaborar os posts. A proposta é, em resumo, falar da simplicidade em cada um destes sub-temas que serão apresentados com antecedência a cada semana.

Essa Blogagem não pode (nem deve) ser comparada em absolutamente nada com a Blogagem “Colorindo a Vida”… Quem participou desta última pôde ampliar o seu olhar para as cores sugeridas pela Glorinha e no decorrer das semanas foi conseguindo se inserir na proposta do “Colorindo a vida”. Isso gerou um bem-estar enorme em todos os sentidos possíveis e imagináveis.

O objetivo do “Vida Simples” é simplicidade mesmo! Aproveitando este clima repleto de cores da blogagem anterior, esta nova, visa ampliarmos a nossa visão para capturarmos os momentos simplesmente belos que vivemos no cotidiano.

Dia 31 (próxima segunda) o sub-tema é “Vida Simples no Lar“. Então vamos visitar a nossa casa com outros olhos e entrar em contato com essa essência tão sutil que, na maioria das vezes, passa despercebida.

Lembrando que no blogger é possível programar os posts. Se você vai escrever o seu post antes da data, clique em “opções de postagem” no canto inferior esquerdo da tela de “nova blogagem” e, em seguida, selecione a opção “Programado em”. Aí basta digitar a data (no caso 31/05/10) e a hora que você desejar que o seu post seja publicado.

Bom final de semana para todos!

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>Mais notícias!!!

>Oi pessoal!

Vim correndo para avisar que estou quase 100%. Maridex cuidou de mim… rsrsrs… Fez canja de galinha, comprou todos os xaropes e remedinhos. Tudo isso foi um verdadeiro “roto rooter” e estou quase completamente descongestionada!

Agora vocês não imaginam a quantidade de coisas que preciso organizar… na vida… no blog… no trabalho…. Então, vou tentar ajeitar tudo isso neste final de semana, pois segunda-feira tem Blogagem Coletiva (não esqueci!).

Hoje tem festinha da família no colégio do filhote e daqui a pouco estou partindo pra lá. Talvez à noite eu poste algo aqui.

Quero agradecer muito o carinho de todos, os recadinhos de melhoras e tudo o mais!

Grande beijooooooooo!

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>Notícias

>Gente,
To mal! Alguns posts terão que aguardar.
Só vim dar notícias. To de cama! Mas to me cuidando.

beijos

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