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Archive for 16 de julho de 2010

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Paciência é uma virtude de poucos. Apesar do meu jeito intenso, passional, exagerado de ser, o tempo me ajudou a construir alguns pilares de paciência.

Mas ser paciente não significa estar totalmente tranquilo o tempo todo. Quem dera fosse assim! Dá uma angústia, um aperto na alma, um desespero e a ansiedade de que tudo esteja do jeito que se quer naquele exato momento.

O desafio é aprender a esperar… é segurar o impulso alucinante que faz a gente ter vontade de sair correndo e pegar o primeiro foguete rumo ao espaço desconhecido. Como se lá fosse melhor do que o aqui e agora.

Ser paciente não significa que você seja Zen. Não significa que a pessoa esteja sentada num poltrona confortável esperando o momento certo ou a oportunidade bater à porta.

O verdadeiro “paciente” é aquele que consegue lidar todos os dias com suas emoções desenfreadas, com a sua ânsia pela conquista do que se quer e, neste meio tempo, consegue colocar em prática os projetos que suas mãos podem alcançar naquele momento.

A pessoa paciente sabe que o processo não pode parar e, por isso, usa as ferramentas que possui enquanto as novas não chegam.

Não… ser paciente não é ser passivo, muito menos acomodado. Os melhores jogadores de poker do mundo possuem uma paciência sem igual. Esperam que venham boas cartas em suas mãos para se garantirem no que têm e não na sorte do que virá na mesa. Eles precisam ter sangue frio para desistirem no momento certo e apostar alto quando conquistam um straight. Eles entendem que a probabilidade de um par de valor baixo ganhar o jogo é muito reduzida. Eles também não cantam vitória antes do tempo porque possuem um par de áses nas mãos. Às não ganha jogo! Dois áses nas mãos e o adversário exibe vitorioso uma trinca de duques. É de dar raiva a qualquer iniciante!
Alguns jogadores desistem de cara quando possuem um 2 e um 4 em suas mãos, por acharem que são cartas muito pequenas. Sentem que não têm chance. E ao desistirem, depois que a mesa vira, percebem que poderiam ter conquistado o pote recheado de fichas com uma sequência de às a 5 que só ele tinha!

Na vida, é muito parecido… reflita!

É preciso saber esperar e, enquanto se espera, o foco deve ser direcionado para outras coisas. Focar no tempo é alimentar a angústia. O tempo passa muito mais rápido quando ocupamos nossa mente com coisas legais, interessantes, positivas. Quando vemos… eba!… a hora chegou. Mas, o mais bacana de tudo, é olhar para trás e ver quantas pequenas coisas conquistamos durante essa espera. No momento em que recebemos aquele tão valioso “prêmio” que desejamos tanto teremos mais itens para somar.

Então, enquanto você espera o bolo assar, que tal arrumar a mesa, preparar café, suco, torradas, colocar as geléias nos potes coloridos, ligar para um amigo e convidá-lo para a sua companhia? É tempo mais do que suficiente para o bolo ficar pronto e você poder desfrutá-lo acompanhada de muitas coisas legais e um bate papo gostoso. Agora, imagina se ao colocar o bolo para assar, você sentasse na cadeira da cozinha e ficasse contando o tempo para que ele fique pronto?! Ia perder a chance de tomar um café da tarde divino!

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