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Archive for 30 de julho de 2010

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Medo? Do que eu tenho medo? Eu não tenho medo de morrer, talvez eu tenha receio de como isso vai acontecer.Tenho medo do mar e isso, indiretamente, me faz pensar na morte. Taí uma forma da qual eu não gostaria de morrer… Numa tsunami, num naufrágio ou afogada na banheira. Mas gosto de tomar banho viu? rs.

Eu tenho medo desses eventos naturais catastróficos, acho que por essa razão (inconscientemente) resolvi me mudar para o alto de uma montanha. Como não há possibilidade de existir uma onda de 1.500m, mesmo que os filmes hollywoodianos teimem em mostrar isso, de certo, se o mundo se acabar em água, creio que aqui não vai chegar… hehehehe. Talvez numa outra vida eu tenha sido uma tripulante do Titanic ou coisa parecida. Por isso, morro de medo de casa na praia e não consigo dormir bem sabendo que o mar está logo ali… Isso não me acalma.

Não tenho medo do escuro, não tenho medo de fantasmas, embora, acreditem ou não, já tenha visto alguns ao longo da minha vida (mas isso é outro papo!). Eu seria uma boa ghost hunter, mas não gosto de mexer com aquilo que desconheço. Eu tenho medo é da crueldade dos que estão vivos! Também não tenho medo de riscos, de improvisos, de ousadia… Tem gente que tem medo de ser feliz, de sair da sua zona de conforto. Disso eu não tenho o mínimo medo.

E para aqueles que têm medo do escuro, dedico esta canção:

Este post faz parte da Blogagem Coletiva “Sentimentos e Emoções” promovida pela miguxa Glorinha do Café com Bolo.
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>Identificando o erro!

>Você já reparou que certos eventos serepetem em determinadas fases da sua vida? Já conseguiu identificar a origem deuma situação se apresentar diversas vezes, seja nos relacionamentos amorosos,no trabalho, na dinâmica familiar?

Conseguir refletir sobre isso e chegara uma conclusão já é um grande passo para a mudança, mas antes de tudo vocêprecisa responder a si mesmo se deseja alterar o curso desses eventosdesagradáveis. É impossível ajudar a alguém que se recusa a receber ajuda.

Certo dia, fui a um salão de beleza nobairro onde morava e enquanto a manicura cuidava das minhas unhas,inevitavelmente, escutei a conversa de uma cabeleireira que estava na sua horade intervalo. Era uma mulher que aparentava ter por volta de 40 anos de idade,muito bem cuidada. A ouvi dizer que mesmo tendo muitos clientes e ter sempretrabalho arrumava tempo para ir à academia malhar. Aparentemente não havia nadade errado com ela. No transcorrer da conversa ela dizia à outra mulher queestava passando por um período obscuro, seu marido, alguns anos mais jovem, alargou por outra.

Ela se pôs na posição de vítimaalegando que fazia de tudo por ele. Sempre manteve a casa limpa e arrumada,suas roupas impecáveis, inclusive preparava, ela mesma, a refeição do marido, oservia, o paparicava… Uma verdadeira mãe.Não demorou muito para ela revelar queeste era o terceiro relacionamento que terminava da mesma forma: o cara semprea trocava por outra. Em sua indignação ela confidenciou que a vontade que tinhaera ir à casa da tal amante e fazer justiça com as próprias mãos, afinal erauma pilantra qualquer, e despejou palavras ofensivas a tal mulher que julgavater roubado o marido de si.

Este, definitivamente, é um bomexemplo da recorrência do mesmo problema durante um período da vida da pessoaem questão. Na primeira vez podemos considerar acaso, má sorte, coisas que“acontecem” sem que tenhamos o controle. Na segunda vez, já se faz necessárioparar e avaliar a situação. Porém, se o evento é recorrente algo está errado. Eonde está o erro? A última frase que ouvi da boca daquela mulher foi: “Maridosingratos que eu tive!”.

Certamente, procurar identificar ondeestamos errando não abona a falta de respeito do ato de ser infiel, mas écurioso o fato de três casamentos terem se dissolvido do mesmo modo. Você podeestar pensando: “Eles queriam uma mulher e não uma mãe” ou “Homem é tudo iguale não pode ver um rabo de saia”. Talvez. Afinal, é difícil saber o querealmente acontece dentro de quatro paredes. Estamos falando de pessoas, certo?Temperamentos diferentes, qualidade e defeitos inerentes, dinâmicas de umarelação que só os envolvidos terão suas próprias respostas. A única coisapossível de ser sugerida é: avalie quem você é, o que quer, reflita sobre assuas ações, se renda a identificar os seus defeitos, essa conversa você só podeter consigo mesmo.

De qualquer forma, posso apontar umerro muito recorrente no que se refere aos relacionamentos. Temos a mania decolocarmos a responsabilidade pela nossa própria felicidade nos ombros dooutro. Isso gera pressão. Ninguém é obrigado a nos fazer feliz. Ninguém merececarregar este fardo. Se você coloca o outro como responsável pela suafelicidade, as chances de decepção são muito grandes.Tom Jobim já dizia que “é impossívelser feliz sozinho” e ele tinha razão, não somos auto-suficientes, precisamoscompartilhar a vida com outras pessoas. E compartilhar não é o mesmo que fazerdo outro responsável pelos seus sucessos e fracassos.

À medida que procuramosno relacionamento um preenchimento do nosso vazio interior, cometemos o erro. Amotivação em buscar companhia não deve ser limitada a tapar um buraco e sim compartilharuma vida em comum que se mostrará repleta de aprendizados ao longo do caminho.Se você busca um alívio para a solidão e se, por alguma razão, esterelacionamento não prospera, o vazio continuará a atormentar o progresso davida, se transformando em uma dor avassaladora. Além disso, o dedo acusador continuarájogando a responsabilidade sobre os ombros daquele que se foi.

Do mesmo modo acontece quando nosvemos obrigados a desempenhar um trabalho que odiamos. Justificamos isso pelanecessidade de nos mantermos, precisamos trabalhar para levarmos uma vida digna,honrar os compromissos e as dívidas. Alegamos que emprego está difícil e amelhor saída é nos submetermos a tais atribuições que nos ajudam a fazer odinheiro necessário para viver.

Se você odeia tanto o seu trabalho,que medidas têm tomado para mudar a situação? Não estou sugerindo que vocêjogue tudo para o alto e busque a sua realização profissional a todo custo. Nãofunciona assim. Mas, se ao invés de colecionar reclamações sobre o seu empregovocê procurar focar naquilo que lhe deixará pleno profissionalmente, suaposição passa a te deixar mais próximo de alcançar essa meta.Não importa o que você queira, pois épossível conseguir, só é preciso saber querer e se dedicar a isso. Muitoclichê, não? É sim, mas quando identificamos o erro, automaticamente, somosmovidos a identificar também o que realmente desejamos. Este é o primeiropasso.

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