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Archive for agosto \31\UTC 2010

>Hoje fui levar o meu filho para a escola, ou melhor, até o ponto da van. Já acordei dizendo a ele para agilizar porque iríamos a pé. Mas, sempre fica tumultuado aqui pela manhã e eu corri para colocar uma roupa confortável, afinal são 3km no total – 1,5 pra ir e 1,5 pra voltar. Pra ir todo santo ajuda, pois é descida. Pra voltar, quase coloquei os bofes pra fora.

Vesti a calça de malhação, tênis e tudo o mais. Ainda tive a cara de pau de me olhar no espelho a fim de ver se estava tudo “enriba”. E vambora na ventania… caminhando contra o vento, literalmente sem lenço e sem documento… Só com a chave de casa, câmera fotográfica (vai que o tatu aparece de novo?) e o celular.

Quase perdemos a van, mas o uniforme da criança, vermelho sangue, fez o tiozinho da van identificá-lo ao longe. Criança entregue, volta eu… alone… tirando fôlego do útero para subir a rua. O problema era que algo estava errado, eu sentia. Não sabia bem o que era. Tinha alguma coisa que não estava nos conformes. Enquanto eu subia, ia subindo também a parte detrás da calça com as mãos. “Porra, engordei!!!” – pensei alto. Não tinha ninguém por ali e, se tivesse, ia achar que eu sou doida ou algo do tipo.

Finalmente, cheguei em casa. Um palmo de língua pra fora. Vim para o computador (nem precisava dizer isso… rs). Tô conversando com Guxa no MSN e tô sentindo algo me pinicar na barriga. BINGOOOO!! Vesti a calça de frente para trás e a etiqueta estava roçando na barriga que, hoje em dia, já não é uma brastemp.

Imaginem a cena… teclando no MSN e mudando a calça de posição! A gente conta e ninguém acredita porque vai ser lesada assim no vale do eco! rs

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>As this wheel goes ‘round and I search to find my way
(como esta engrenagem (??) dá voltas e eu busco encontrar meu caminho)
Struggle just to hold on through an ordinary day
(Luto apenas para me manter no meio de um dia normal)
I do believe I’m slipping away

(Eu acredito que estou fugindo)


But I shall return though I’m losing myself
(Mas eu devo voltar embora esteja me perdendo)
I shall return
(voltarei)
I shall return from the depths of my own hell

(voltarei das profundezas do meu próprio inferno)
I shall return
(voltarei)


Fate should not have blinded me
(O destino não deveria ter me cegado)
For your beauty steals my eyes
(Pela sua beleza rouba meus olhos)
and what good is my wisdom
(e que boa é a minha sabedoria)
when there are no words to say
(quando não há palavras para dizer)
How I feel everyday
(como eu me sinto todos os dias)


But I shall return though I’m losing myself
I shall return
I shall return from the depths of my own hell
I shall return



Daylight finds me sleeping dreaming of my youth
(A luz do dia me encontra dormindo, sonhando com a minha juventude)
But darkness calls my name out loud
(Mas a escuridão chama meu nome em voz alta)
And I answer to the truth
(e eu respondo com a verdade)


Oh, I shall return though I’m losing myself
I shall return
I shall return from the depths of my own hell
I shall return



Amo esta música do Gov’t Mule. Aliás eu amo todas as músicas dessa banda. Se pintou curiosidade, procura ela no youtube. É linda!


Traduz um pouco de como me sinto hoje, mas não chega ao exagero de dizer que estou voltando “das profundezas do meu próprio inferno” ou que a “escuridão chama meu nome em voz alta”… rsrsrs… Mesmo assim, existem momentos na vida em que a gente se sente meio perdido no meio da multidão e, o importante disso tudo, é não nos perdermos de nós mesmos.


Certos eventos são capazes de abalar com as estruturas de qualquer mortal. Nessas horas, o discernimento deve prevalecer. Responder com a verdade, é o que diz a música. A gente sempre deve voltar, mesmo quando se sente perdido… Voltar para a razão… Voltar e recomeçar… Voltar e prosseguir com os objetivos. Como se a vida exigisse que o nosso “rádio” interior procure uma nova sintonia, muito melhor, muito mais promissora, pois é a partir daí que é possível atrair tudo e todos que estejam na mesma frequência. 


I shall return… bem mais preparada para enfrentar as adversidades da vida. Se não fosse assim, que graça teria andar de montanha russa? 


Nunca me arrependi de ter subido ao topo de uma colina e me atirado lá de cima, pois sempre confiei no vento para embalar o parapente e me fazer subir tão alto para que eu pudesse contemplar um cenário tão maravilhoso. (Isso não é uma metáfora… foi real!)


Esse é o tipo de coragem que eu tenho… Abrir os braços e saltar de olhos bem abertos para a vida.

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>Sabe quando está tudo calmo, parado, traquilo demais?
Sabe quando cessa o movimento, o mar fica “flat”?

E aí você pensa: “Ahhhhhhhh, que legal!!! Está tudo ótimo!!” – com todo o otimismo que uma pessoa é capaz de expressar.

Mas no fundo você sente (e não quer admitir) que uma tsunami se aproxima. Já sentiram um terremoto na vida? Eu já! E a sensação é algo meio surdo, um vácuo, uma coisa estranha de definir em palavras… Só sentindo mesmo.

E então você se dá conta de que existe algo cheirando mal nos jardins da rainha, que algum animal apareceu por lá e o fez de latrina… Uma sensação de que, a qualquer momento, alguém vai afundar o pé na bosta… kkkkkkkkkkkkkkkkk. (Claro que isso é uma forma de ilustrar, ok?)… Espero que não seja eu, mas dizem que pisar em coco é sinal de sorte!

Eu estava aqui hoje pensando com meus botões (coloridinhos, of course!) e não sei não… Premonição? Talvez!!! Mas eu tenho a nítida impressão de que algo acontecerá. Vai ver é apenas uma mera impressão de final de mês, final de estação, final do dia e início de uma semana que promete algum tipo de “rebolation” (blarght!).

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>Só pra dizer que estou naquela fase de neurônios a mil e, nem sempre, as minhas promessas são cumpridas. Me refiro a tirar o dia de hoje para descansar e voltar só na semana que vem… kkkk.

Eu tenho a esquisitice (e já detectei em algumas amigas) de começar a falar bobagens quando estou estressada. E, falar bobagens junto com alguém é o máximo!!! Né Crica? Né Guxa? Né né né? rs… Né pessoal? Isso pode (e deve ser mesmo) uma defesa emocional que a gente cria para não enlouquecer. A gente vai elevando as situações a outras categorias que não atrapalhem a nossa sanidade e o transcorrer da nossa vida.

Quem disse que eu descansei??? Eu decidi me cansar mais do que o normal fazendo coisas que não costumo fazer. Ex.: preenchendo formulários. De que??? Não conto… rsrs. Tô brincando! Eu faço formulários de idéias insanas e arquivo. Daí, em algum momento, eu tiro a poeira de cima deles e posso usá-los em algum personagem, livro, conto e bla bla bla. Só que eu só faço isso quando me sinto meio anestesiada e precisando de um “sapeca iaia” (não pensem bobagens, please!).

Mudando de assunto:

Ontem à noite eu vi um tatu lindooooooooooooooo atravessando a rua em frente ao casarão mal assombrado. Pois é! A gente tem um casarão mal assombrado bem estilo Edgard Allan Poe aqui. O tatu era tão fofo e tão meigo e tão fofo (de novo) que parou e ficou nos olhando… Depois ele continuou o trajeto e se embrenhou no matagal. Tão lindo o bichinho! Confesso que de longe e cega como eu sou pensei que fosse um gambá.

Voltando ao assunto:

Então, estou exausta! Mas tô pilhada. Parece que tô de ressaca e, no momento, me sinto em slow motion, tipo frame by frame. Falar nisso (nada a ver, eu acho) vocês estão acompanhando as loucuras de Alice e Beto no blog da Crica? Esses contos estão TUDO, principalmente para aqueles que precisam espairecer, desanuviar os pensamentos. Você acaba de ler e parece que tomou um rivotril… tudo fica livre, leve e solto. Passa lá… Clica aqui!

Well… tô precisando de bombons da kopenhagen, uma cama bem quentinha e uma maratona de “O Encantador de Cães” com Cesar Millan (meu ídolo!) com meu marido fazendo massagem nos meus pés. Afinal, amanhã é sábado e espero não ter hora para acordar… Insônia, insônia, por que me persegues????

Bom findi!!!

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>

A raiva mais genuína é aquela que sentimos de nós mesmos. Nós temos o poder da escolha e não adianta culparmos o mundo por eventuais prejuízos provenientes da nossa ingenuidade ou precipitação. Ninguém é capaz de fazer contra nós algo que não permitimos.

Portanto, intuição existe e não deixe jamais de segui-la.

Sentir raiva não faz bem, mas lembre-se que sentimentos não podem ser escolhidos em uma prateleira de supermercado. A gente sente e ponto!

E, se caso, sentir raiva de si mesmo ou do mundo, procure recordar o caminho que este sentimento percorreu para chegar à você. Observe que uma escolha passada, por menor que seja, pode ter gerado a frustração hoje. Por isso, se você foi capaz de atrair toda uma situação que trouxe a raiva consigo, você também é capaz de transmutá-la se desejar estar mais próximo da sua harmonia interior. Quer dizer, se eu atraí raiva, posso muito bem atrair sentimentos benéficos a mim!

Ah! E não se culpe pelas escolhas mal feitas. Não importa a nossa idade e nem o nosso grau de experiência de vida. Estaremos diariamente suscetíveis aos intempéries gerados pela nossa ânsia de realizarmos algo grandioso ou coisa parecida (isso é um prato feito para os aproveitadores de plantão!), afinal todo mundo tem o direito de sonhar mesmo que tropece e quebre a cara em seguida. Ossos quebrados sempre têm jeito por mais que doam nos dias frios. A dor serve para nos lembrar que tudo sempre depende das nossas escolhas.

Este post faz parte da Blogagem Coletiva “Sentimentos e Emoções” promovida pela miguxa Glorinha do Café com Bolo.

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>Recomeços…

>



É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma estrela.

Friedrich Nietzsche

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>Quando eu cheguei aqui vi que tinha muito a ser feito, principalmente, no quintal. Como é enorme existe o fator tempo e dinheiro para deixá-lo digno de ser apreciado, sem contar que os cães ainda estão naquela fase de destruir canteiros.

A erva-de-passarinho é uma praga. Ela simplesmente envolveu todo o arbusto de azaléia branca (lindíssima) que temos aqui… Consegui salvá-la arrancando cada liana da erva com as mãos. Chamem-me de louca, mas enquanto eu arrancava a erva daninha ia conversando com o arbusto com o intuito de fazê-lo “ver” que eu estava ali para ajudá-lo a se reerguer. Funcionou! Com o tempo novas folhinhas foram brotando e algumas flores brancas desabrochando. Ainda não está 100%, mas ela está reagindo bem e diariamente eu vou lá visitá-la para dar aquela forcinha com energias boas e as palavras que a dedico.

Bom, mas não é sobre a azaléia que eu quero falar e sim sobre uma arvorezinha que ainda não descobri o nome. Durante seis meses ela era apenas galhos ressecados que aninhavam pequenas bromélias. Para quem pensa que orquídeas e bromélias são parasitas, estão enganados. Elas são epífitas, ou seja, apenas se apóiam em outro vegetal em busca de mais luz e ventilação. São inofensivas às árvores e/ou plantas em que “moram”. Elas também podem ser rupícolas (espécies que crescem sobre as pedras). Todas as vezes que alguma bromélia cai das árvores maiores eu a resgato e a fixo nesta pequena árvore que, pelo visto, adora abrigá-las.

Ontem tive uma imensa surpresa. Fui visitar as bromélias, averiguar se alguma havia se “jogado” ao chão e quando olhei para cima vi esta pequena árvore repleta de folhinhas novas. Como assim? Ela não estava morta? Não, caros amigos! Ela está em processo de renascimento. Tão breve descobrirei quem ela é. Fiquei tão feliz em ver que ela não desistiu da vida que até chorei, dei-lhe um abraço demorado (quem entrasse aqui neste momento certamente chamaria o manicômio), fiz carinhos nela, elogiei as bromélias, disse que ela (a árvore) estava desempenhando um grande papel em abrigar aquela família bromeliácea que precisava de um lar.

Hoje tornei a visitá-las, acariciei as folhas novas, beijei as bromélias como uma borboleta beijoqueira de flor. E o que eu desejo é uma primavera em versos inspirados em uma natureza que sempre se renova e se exibe bela, independente de nós humanos que a maltratamos. Se depender do meu carinho (que é a única coisa intensa, no momento, que eu tenho para dar), a vegetação que me cerca será a mais exuberante, a mais colorida que, um dia, Monet foi capaz de pintar.

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