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Archive for setembro \30\UTC 2010

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Acordar muito cedo me deixa com um mau humor do cão! É verdade, ando muito mal humorada ultimamente… Eu sei disso. Massssssssssssssssss, como em tudo nessa vida (ora chata, ora legal) eu ainda consigo ver o lado bom das coisas. Mesmo sabendo que se alguém presenciar minhas expressões e caretas na hora em que eu saio debaixo dos cobertores jamais vai imaginar que no âmago do meu ser existe uma Mila otimista.

Minha receita? É simples!

Para exorcizar esse fantasma que me persegue desde o dia em que eu nasci, eu escrevo. Horas e horas e horas e horas e mais horas escrevendo toda a gama de futilidades que se possa imaginar, relembrando episódios engraçados, criando personagens sofregamente cômicas e estórias com um humor excessivo (eu disse excessivo e não forçado!). Como eu consigo? Ah, isso não sei responder não.

É verdade! Concordo com você. Geralmente as pessoas quando estão mal humoradas tendem a se envolver em assuntos pesados, reclamam das coisas, e tudo o mais.  Eu sou assim também, mas me observo. Se estou pegando pesado demais ou reclamando horrores, tenho duas opções: ligar pra Crica e ficar três horas ao telefone num monólogo digno de um divã de lamentações ou sentar e escrever. A diferença disso é que quando a gente liga pra uma amiga, certamente a gente vai falar da desgraça toda… Já escrever, não necessariamente precisa ser igual.

Falando nisso, eu nunca tive um diário. Bom, tirando o blog, mas eu nem considero um diário em si, daqueles que a gente começa contando tudo da vida, do dia, fala mal das pessoas.. hahahahahaha. Se eu transformasse esse blog num diário tradicional… Putz. Enfim, nunca fiz diários na vida. Nunca escrevi segredos em papel. Já até tentei começar vários, mas me sentia estranha, tinha preguiça.

Então quando eu escrevo meus textos nos cadernos ou no word mesmo, pouco falo realmente de mim. Falo de pessoas fictícias, que é lógico têm um pouco da minha essência, ou melhor, a base vem dessa essência. Mas, são pessoas imaginárias que carregam na bagagem meus próprios anseios e de outros, os trejeitos da vizinha, o sofrimento de uma amiga da irmã do cunhado, o olhar da criança assustada com o latido de um cão, uma mania da tia, um talento da avó e por aí vai. Assim, nessa loucura e mistura, as personagens vão criando vida. São únicas.

Já até me acostumei com a tendência que algumas pessoas têm de achar que no geral eu falo de mim em cada conto. Se eu disser que a minha personagem de uma estória qualquer tem um marido mulherengo, vão pensar que estou falando do meu… hahahahahahahaha. Ou se a mãe da pessoa imaginária gosta de ouvir Wando enquanto encera a casa, vão associar à minha mãe… E por aí vai. Normal? Acho que sim. Mas isso é um dos fatores que me faz entender que estas personagens são verossímeis a ponto de as associarem a mim. De certa forma é positivo. Por mais exageradas que possam parecer, essas mulheres que saltam do papel (ou da tela) e criam vida, podem sim ser parecidas com alguém de carne e osso em algum canto do planeta.

Escrevi para cacilda, só para dizer que mau humor é como uma febre. Quando ele aparece indica que algo não vai bem e algumas coisas precisam ser revistas. Qual o termômetro do mau humor? Existem vários, um deles é a vontade de xingar ou responder gritando a uma pergunta inofensiva. O remédio? Sinto informar que mau humor é como a gripe, não tem cura. Ele vem e vai ao seu bel prazer. Mas para diminuir os sintomas até que a fase passe, tome uma injeção do que você mais gosta de fazer. Se mesmo assim os sintomas persistirem… aí minha filha… procura um psicólogo, um psiquiatra, porque isso aí é depressão. Vá se tratar!

Ah! E nunca se esqueça: Não, o mundo não é culpado pelas suas frustrações. Portanto, não use isso para manipular as pessoas. É feio!

E assim, começo o meu dia de uma quinta-feira querida, desejada, esperada. Por quê? Simples. Quinta-feira igual a essa nunca mais existirá.

Bom diaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!

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>Minha amiga Verniz!

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Taí a bonita! Não, não tirei essa foto, achei no google mesmo… rsrs. Mas esta é a “Verniz” (como meu filho a batizou, kkkk). Foi avistada pelo meu marido, enrolada próximo ao lustre do portão da garagem, ou seja, bem em cima das nossas cabeças. Ele ficou tão apavorado que me chamou para ver se era venenosa – minha veia Bióloga serve bem nessas horas.. rs. Eu disse pra ele parar de palhaçada que a bichinha fofa estava era assustada com a gente.

Pessoal, ela me olhou com uma carinha de “não me machuque” que eu quase chorei, de verdade. Porém, não sou do tipo que curte répteis, anfíbios muito menos, mas sei reconhecer basicamente quando uma cobra é inofensiva. É o caso dessa daí, a Opheodrys aestivus ou cobra verde insectívora. O verde dela é lindo… clarinho no corpo e vai escurecendo na cabeça. Ela chega a medir 1m e essa que estava aqui em casa já era adulta e, bem extensa, por sinal.


Então tá! Ela não é venenosa, costuma ter o temperamento dócil e, como podem ver, se camufla facilmente entre os arbustos (dose é levar um susto quando estamos mexendo nas plantas!). Mesmo sendo arborícola ela também pode ser vista no chão e nadando em água corrente. É uma excelente nadadora. São insectívoras, mas podem se alimentar também de aracnídeos e alguns anfíbios.


Confesso que passar pelo portão sabendo que a bonita estava bem em cima da minha cabeça foi um desafio. Meu medo era ela cair sem querer em cima de mim, pois eu sabia que não me atacaria. Passei normalmente quando precisei sair de casa e a via olhando para mim. Fofinha demais! E sempre falava com ela: “Olha Verniz, tô passando, se segura aí!!”… kkkkkk…. Comédia.


Daí o carinha do Censo veio aqui em casa ontem e eu pedi pra ele entrar, pois a cobra estava enrolada no portão. Precisavam ver a cara do sujeito!!! kkkkkk… “Não moço, ela não morde e nem ataca, mas de todo modo entre pois não é bom a gente facilitar né?”. Nunca tinha recebido o Censo aqui tão rápido. O homem gaguejava para fazer-me as perguntas e tentava ser o mais rápido possível. Logicamente queria dar o fora daqui o quanto antes.. kkk.


Hoje, “Verniz” não está mais no portão. Foi embora tranquila buscar comidinha para ficar mais forte. Mesmo assim, sempre que passo por ali dou uma olhadela para cima só para conferir.. rs.






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>Dilema…

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E aí? Aprendo a dançar o “rebolation” e corro pro abraço ou continuo lendo Érico Veríssimo? 

E se for possível ler, dando umas reboladinhas? —— Não né? Desrespeito ao Érico que, certamente, irá se revirar no túmulo se cogitar uma façanha dessas!!!

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>OFF LINE!

>Semana de provas de “iscrionça”. Estarei off! A não ser que algo interessante ou urgente pinte neste meio tempo, corro aqui rapidinho! Desejem-me sorte porque fazer a criatura estudar é uma odisséia. No momento, sem TV, sem vídeo-game, sem brincadeiras com  os amigos, sem moleza. Se eu sou mãe ruim??? Não… Ruim é aquela que vê o circo desabar e não toma atitudes.

Retorno em breve!!!

Boa semana a todos!

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>Surpresaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!

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Quando ela nasceu, a primavera se antecipou. Os bosques ganharam cores vivas e, no mundo inteiro, uma só estação se fez. Pelo menos neste dia.

Provavelmente, ela chorou sorrindo, assim como seus pais que acabavam de receber uma Glória da vida, um bebê glorioso, uma eterna menina.

Seu nome se faz de virtudes e talentos. Pessoa que é motivo de orgulho. Glória… Nascida para brilhar, assim como o círculo luminoso que se representa em volta da cabeça dos anjos.

Mas não se deixem enganar pelo temperamento forte e nem o confundam com arrogância. Ela é apenas uma mulher que sabe o que quer, que preza por justiça, que escreve o que sente, diz o que pensa. Ela é alguém que também chora e, por mais que seja leoa, faz jus à sua personalidade felina e se rende a um cafuné.

Ela traz em si o mistério das gatas… ronrona quando está feliz, mostra as garras quando se enfurece, exibe beleza quando quer ser notada, dorme enroscada… Mas, seu olhar é enigmático. Em suas entrelinhas há sempre um recado: “Decifre-me, se for capaz!”. Ela não é literal, embora se exponha.

Glória, em seu glorioso mistério, renasce a cada dia. Ela é inflorescência. Exuberante como uma hortênsia. Se faz azul quando está tranquila, rosa quando exala amor e lilás quando precisa transmutar sentimentos. Ela é alquimista… Transforma palavras em poesia. As pétalas morrem para se imortalizarem, nutrindo a raiz para um novo renascimento. Ela gira em fases.

Feliz aniversário, Miguxa!!!! Muitos beijosss…

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Quando se fala sobre sentimentos a gente tem o hábito de poetizar. Ohhhh… os sentimentos! Ahhhh… as emoções! Belezas e sofrimentos a parte, sendo bom ou ruim o ser humano tem um mix de sentimentos dentro de si. E, cá pra nós, você não é tão bonito e nem tão maravilhoso e perfeito assim que está imune a sentir inveja, rancor, raiva, ciúmes. Quer enganar a quem?? Ah sim, você quer enganar a si mesmo… Ok, tudo bem. Amor todo mundo sente né? Ótimo!!

Como hoje é o dia do perdão e o último sentimento proposto pela Blogagem Coletiva da Gloruxa (inventei outro apelido.. kkkk), mais uma vez pretendo fugir do clichê e dizer o seguinte: o ato de perdoar, na prática, não deleta os ressentimentos. Isso. Embora o perdão, na teoria, trata-se de um processo que promete aniquilar a mágoa ou a raiva que sentimos pela outra pessoa, ali na hora do vamos ver, o máximo que ele faz é abrandar a sensação. Sabe por que? A gente não se esquece.

A situação que ocorreu no passado vai ficar armazenada em algum lugar da nossa memória, porém, ela não deve nos martirizar e muito menos atrapalhar o andamento da nossa vida. Mesmo assim, não temos como fugir de um fato. Aconteceu, pessoas se machucaram e virou parte da nossa história. Por gentileza, vamos deixar religião fora disso, já que aqui estou falando de seres humanos, imperfeitos e situações palpáveis.

Se fôssemos capaz de apagar por completo um fato que ocorreu no passado, isso seria desastroso. Vamos imaginar que isso fosse possível. Como aprenderíamos e nos tornaríamos experientes? Não funcionaria, já que a vida é feita de uma coleção de sucessos e fracassos, e ambos são sim importantes.

Antes de perdoar a pessoa que (ohhh coitado de você!) feriu seus sentimentos, antes de depositar a culpa toda sobre as costas do outro, olhe para si mesmo. Quantas vezes você não fez o mesmo? Tá bom, mas você fez sem querer. Muitas atitudes negativas que geram situações desconfortáveis também foram feitas sem querer. Até aí nada muda. O importante é a sinceridade. O perdão caminha de mãos dadas com a sinceridade.

Procure avaliar se você também teve participação para gerar a tal situação. Lembre-se, só fazem com a gente aquilo que a gente permite. “Ah tá, mas eu não permiti que fulano me traísse”. Tem certeza? Nós permitimos que muitas influências externas atrapalhem a nossa vida a partir do momento que escolhemos aceitá-las. Por acaso você costuma receber em sua casa alguém que você não gosta? Creio que não! Então não receba sentimentos e influências que não te fazem bem.

O perdão sincero começa quando perdoamos a nós mesmos. Não é possível amar o outro se não existe o amor próprio. Sacou? Então, não é possível perdoar o outro se não perdoarmos as nossas falhas em primeiro lugar. Mas, no fundo, no fundo, o perdão absoluto ainda não nos pertence porque estamos muito longe da perfeição. Esse perdão sentimento-borracha-que-apaga-tudo só existe na teoria. Portanto, não se martirize.

Este post faz parte da Blogagem Coletiva “Sentimentos e Emoções” promovida pela miguxa Glorinha do Café com Bolo.

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>Nem luxo, nem lixo!

>Hoje eu estou muito Rita Lee pro meu gosto.. rsrs. Daí minha mente canta e se lembra de músicas do arco da velha. Lembram dessa:

♫ Como vai você?
Assim como eu
Uma pessoa comum
Filho de Deus
Nessa canoa furada
remando contra maré
não acredito em nada não
só não duvido da fé… ♫

Então, estou me sentindo numa canoa furada, ou melhor, Tom Hanks em o “Náufrago” naquela parte que ele demora para construir um barquinho ou algo do tipo e se ferra todo tentando ultrapassar a arrebentação. Perde o amigo Wilson neste meio tempo. Chora, esperneia, tenta resgatá-lo. Penso que Wilson é como um sonho que se vai, mas não neste sentido que você deve estar pensando. Não no sentido de desistir. Wilson queria ser livre, ou melhor, precisava. Era uma bola e bolas não gostam de ficar paradas. Querem rolar. Este é o sentido.

Uma vez meu filho me pediu uma bola de basquete de Dia das Crianças e eu disse a ele: “Pra que você quer uma bola se a gente mora em um apartamento? Não faz sentido!”. A bola ficaria ali, intacta, numa prateleira junto com outros objetos de enfeite. Agora que temos espaço, posso dar muitas bolas a ele.

Com o sonho é parecido. Se a gente deixa o sonho numa estante ele não pode criar asas para voar. Só que, tem vezes, que a gente é tão egoísta que quer guardar a coisa a todo custo, não quer se separar nem abrir mão. Aí se frustra!

O sonho da gente quando se desprende, simplesmente não deixa de ser o sonho da gente só porque foi liberto. Ah não! Ele vira um sonho maior. Na estante ele mais parece uma semente carregando um conteúdo valioso. Pô, tem que plantar, regar, deixar a natureza agir um pouco e aguardar a surpresa da árvore.

Aí Rita Lee continua:

♫ Não quero luxo, nem lixo
Meu sonho é ser imortal
Meu amor!
Não quero luxo, nem lixo
Quero saúde prá gozar no final…♫

Todo mundo quer ser imortal. Platão quis ser imortal e conseguiu! Essa façanha está aí se jogando aos nossos pés pedindo “peloamordedeus” faça alguma coisa relevante para o mundo! Aíííííííííí, meu bem, é que está. Será que o mundo quer que a gente faça alguma coisa relevante para ele???

A impressão é que o mundo está literalmente cagando e andando para não fazer montes grandes. Você que se exploda, compreendeu?! É tão mais legal dançar rebolation. Tão mais instrutivo achar que conhece a vida do outro através de um Reality Show. Tão mais emocionante quando as coisas caem do céu. Tão maravilhoso descobrir o “Segredo”, gastar uma graninha e pensar que a pólvora estava louca para ser descoberta por você. Tão mais fácil mergulhar de cabeça na síndrome do “eu tenho mania de perseguição” e “olha como eu sou pretensioso porque o mundo inteiro quis assim, falam mal de mim”.

Caramba! Se a canoa está furada, remenda!
Se a maré tá no sentido inverso, aproveita para deixar os bíceps sarados.
Se a grama do seu vizinho é bem mais verde que a sua e você morre de inveja disso, pega o ancinho e faz melhor, se isso convém.

Minha canoa está furadinha. Uma peneira… kkkkkkk. Sabe o que eu vou fazer com ela? Quebra tudooooooooooooooo, constrói outra! Mas, antes, vou fazer uma fogueira para dançar em volta. Afinal dia 23 está entrando a Lua Cheia e nada melhor para celebrar a primavera. A canoa está furada, mas a semente foi plantada. Meu “Wilson” já mergulhou faz tempo.

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