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Archive for novembro \24\UTC 2010

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Cada vez que te vejo, Frida
Me calo
Sua face é enigma
Mistério de um olhar de gato
Crucifixo
um beija-flor
Preto e branco
Como nunca vi igual
Aqui no meu quintal

Tu me lembras Clarice
entre borboletas e libélulas
Clarice lenda
Flor-de-Lis
Espectro
Desconexo

O quadrúnamo que te observa
é teu lado primitivo
Instintivo
Original
mulher-primata
insensata
abissal

Seus instrumentos
a tela, o pincel
Os meus?
a caneta, o papel
Frida fala em cores
sofrimentos e amores
Seu Eu
Tudo o que via em si
e não se perdeu

Calo-me diante dela
ao ver a tela
Calo-me da sensatez
exponho minha embriaguez
A tagarelice usa os dedos
abusa no que escrevo
Frida se mostra
com um quê
de Gauguin
E eu me enrosco
nas entrelinhas…

… da bela
que habita nela
da fera
que vive em mim.

(Mila Viegas)

Este post faz parte da Blogagem Coletiva “Minha idéia é meu pincel” promovida pela Glorinha.

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>Pois é! Ainda vai demorar um tempo para que a gente se adapte às novas regras da Reforma Ortográfica. Alguns estão tendo mais facilidade com essa mudança e outros não. O fato é que até dezembro de 2012 (isso se o mundo não acabar… rs) ainda podemos nos dar ao luxo de escrever como antigamente. Lembrei agora que me irrita demais digitar texto no Word seguindo as regrinhas novas e ter que encarar aquele sublinhado mostrando que errei ou a palavra automaticamente sendo reescrita da forma antiga. Confesso que os meus neurônios ainda estão se adaptando a isso e estou caminhando para incorporar a novidade. Me deu até vontade citar Luis Fernando Veríssimo… rs:

A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer “escrever claro” não é certo mas é claro, certo?

Todo mundo já sabe que o trema evaporou-se. Essa é fácil, né? Moleza. Beleza pura! Aliás muita gente já o tinha abolido antes mesmo que a tal reforma entrasse em vigor. Mas vamos falar um pouco (e aos poucos) das outras regras, assim eu aprendo junto também e faço um exercício para que essa coisa toda entre de uma vez por todas na minha cabeça… rs.
O Acento Diferencial

A gente usava acento para diferenciar algumas palavras, ou seja, diferenciar verbos e preposições. Agora esse acento morreu, simples assim. Então o “pára” (verbo) não tem mais acento agudo sendo escrito da mesma forma que a preposição “para”.
Então “pára” (reflexão do verbo parar) não existe mais!
Da mesma forma: “pélo” (reflexão do verbo pelar), “pêlo” (substantivo, pelo de gato, pelo de cachorro, etc.) e “pelo” (combinação de preposição com artigo). Tudo agora é PELO, sem acento!
O Acento Circunflexo

Este sofreu uma baita economia. Não existe mais acento circunflexo (^) na terceira pessoa do plural. Sendo assim a frase: “Eles não crêem mais na política.” está errada, o certo é “creem”. Outros exemplos corretos: “Elas veem coisas belas” ou “Os meninos leem revistas em quadrinhos”.
Também não existe mais acento circunflexo nas palavras terminadas em hiato. Exemplo: “vôo” agora é “voo”, “enjôo” agora é “enjoo”.
O Acento Agudo

E a economia de acentos continua. O acento agudo não é mais utilizado em:
  • Ditongos abertos de paroxítona. Ex.: colmeia, heroica, assembleia.
  • Palavras paroxítonas terminadas com “i” e “u” tônicos quando precedidos de ditongo. Ex: feiura, baiuca.
  • Na letra “u” tônica nas formas verbais quando for precedido de G ou Q e seguido de I ou E (gue, que, gui, qui). Então a palavra “argúem”, por exemplo, passa a ser “arguem” e você que se vire para saber que a letra U é pronunciada neste caso.
E a “reforma” continua em posts futuros… rsrs.
Até!

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>Precisei usar um outro computador para conseguir postar esse vídeo, já que o meu não aceita (está com problemas.. rsrs.. sempre falo nisso). Então, mesmo assim fiz o esforço prazeroso para presentear-lhes com esta canção carinhosa.

A todos que continuam na busca pela realização dos seus sonhos, jamais deem ouvidos à palavras contrárias que em nada contribuirão durante a sua trajetória. Cerquem-se de flores, reais ou imaginárias e não se entreguem ao desânimo que uma longa estrada é capaz de causar, pois nela há belas paisagens e boas companhias.

Aqui está o meu coração e eu o dou à você… ♥

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Pas-de-deux
Q
uando meus caminhos se cruzaram com a dança,
Sublime e dolorosa como um pas-de-deux
ensaiado exaustivamente
Eu sabia que a conhecia através dos tempos
Como marcas de lágrimas de uma ponta desequilibrada
Eu sentia o vento ao girar em tropeços
Ao admirar o clássico, o eterno, o poema dos passos…
Numa valsa sincronizada e muda
Num silêncio quebrado pelas sapatilhas duras
Onde passos repetidos
Traçavam a coreografia do meu ser
E meu mundo foi invadido
Em aplausos de platéias invisíveis
Em devaneios de músicas mentalizadas
Em lembranças de espetáculos
O meu palco? A vida que levo hoje
Dançando entre louças e vassouras
Entre o leite derramado
Entre o beijo de boa noite
E a aurora de um novo dia…
cheio de promessas
Aprendi muitos passos:
A marcha lenta, preguiçosa
O passo apertado
quando o relógio teima em adiantar as horas
A corrida pelo abraço
O deslizar no chão molhado
E meus pés, ainda teimam em dançar…
(Mila Viegas)

Este post faz parte da Blogagem Coletiva “Minha idéia é meu pincel” promovida pela Glorinha.

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>Escrever…

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Ou escreves algo que valha a pena ler, ou fazes algo acerca do qual valha a pena escrever.

Benjamim Franklin
Escrever é um exercício que pode ou não ser compartilhado. Quando escolhemos a primeira opção precisamos ter em mente que alguns se identificarão e outros não. Certamente haverá algo muito errado se todos se agradarem do texto ou se todos o elogiarem. Assim como tudo na vida, é importante que haja o equilíbrio.Se você escreve para si mesmo, será bastante fácil sentir-se pleno com o resultado. Caso contrário, rasga-se a folha ou a tecla delete funciona perfeitamente. Porém, se você escreve para outras pessoas é bom nunca esquecer que as críticas existirão, sejam elas capazes de acrescentar algo na sua experiência ou não.Escrever um livro não é fácil, pois não basta apenas uma idéia, fontes inspiradoras e disposição para narrá-las. Existe um processo, a espera, todo um trabalho de envolvimento com aquela proposta e, algumas vezes, precisamos de outras pessoas para nos ajudar a tocar esse barco. Encontrar as pessoas certas é fundamental, mas mais importante ainda é não ser chato. Até mesmo o leitor se envolve no processo à medida em que você o conquista e além de conquistá-lo através da estória é preciso cativá-lo pelo seu estilo e pela forma como você lida com isso. Portanto, não o pressione.É claro que o escritor iniciante fica ansioso por respostas positivas em relação ao seu trabalho. Isso com certeza passa conforme se adquire experiência. Não, eu não sou experiente, mas consigo lidar com esta ansiedade para que ela não bloqueie o meu processo de escrita. Assim, confio no que eu faço e aguardo o momento certo para o entusiasmo esperando sempre um retorno mediano e livre de expectativas.Vender livros requer um bom trabalho de marketing, mas antes é preciso avaliar se o que você escreveu realmente é algo que vale à pena ser lido. É difícil lidar com essa emoção. A emoção, neste caso, só funciona bem no ato da escrita, quando você sente que cada palavra e cada frase construída traz sentimento.  Isso está intimamente atrelado à forma como você vive a vida, pois dificilmente uma pessoa intensa não escreverá intensamente. É importante tomar cuidado com a didática, pois o leitor quer se sentir envolvido e por mais que ele possa tirar lições daquilo que leu, o texto não fica atraente quando você o explica com muitos detalhes.Como Clarice Lispector disse: “Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas”. Infelizmente, poucos dão importância a isso e infelizmente muitos exaltam textos que não possuem nada a acrescentar pelo simples fato de não estarem dispostos à reflexão.

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Hoje é o dia especial de uma amiga que amo muito. Dessas amigas que a gente conta tudo e mais um pouco, sem medo de ser feliz 🙂

Lu!!!!!!!!!!!

Entre nós é tudo tão tranquilo numa amizade que nasceu de forma atípica, mas que possui alicerces muito fortes que nem um terremoto é capaz de abalar. Nestes quase 10 anos, não consigo ficar um dia sem pensar nela e sem desejar que todo o seu empenho e dedicação sejam recompensados. E tudo é tão bonito assim porque a gente se respeita até mesmo quando puxamos a orelha uma da outra… rsrs. Somos irmãs do coração.

Lu, sempre lhe digo que mesmo com a distância estarei aqui disponível para falar sobre qualquer coisa a hora que for. Me sinto como uma líder de torcida, pertinho do campo, sacudindo os pompons e torcendo pelo seu sucesso. E eu desejo o melhor para você todos os dias, de coração e alma abertos. Se não posso hoje estar ao seu lado para lhe dar um abraço forte e te lambuzar de bolo, saiba que estou pensando em você o dia todo… está dando para sentir isso daí??? rsrs.

Amo você!!!

Feliz Aniversário!!

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>… trazendo na mala bastante saudades… querendo um sorriso sincero, um abraço, para aliviar meu cansaço e toda essa minha vontade…


Como é bom voltar para casa depois de um feriado frio. Fizemos uma viagem mágica, tanto de ida quanto de volta. Simplesmente porque eu amo os caminhos que percorremos e fico encantada com todas as árvores que compõem o cenário. Escolhemos o trajeto mais longo, mas um dos mais lindos que temos por aqui no Rio de Janeiro.

Sexta-feira: Circuito Terê-Fri a caminho de Friburgo.
São 68 km de lugares encantadores e aconchegantes dentro da Mata Atlântica.

Sábado: Confraternização de Fim de Ano dos Motoclubes Independentes em Friburgo.

Domingo: Um delicioso café da manhã, ainda em Friburgo e pé na estrada para a casa da minha mãe. Optamos fazer o Circuito Mury. Mury é distrito de Nova Friburgo e o portal de entrada da cidade e ponto de passagem obrigatório para quem se destina a Lumiar e São Pedro da Serra.  Situado no coração da Mata Atlântica, tem a maior biodiversidade do planeta. “Mury é um lugar de muitos lugares”.

Neste trajeto passamos também por Cachoeiras de Macacu e seguimos pela Estrada Velha de Maricá. Finalmente, chegamos a tempo para a festa de batizado da nossa sobrinha linda Sofia.

Segunda-feira: um pouco de descanso e voltamos para casa fazendo o mesmo trajeto de ida.

E meu final de semana foi assim. Revi meus parentes que estão tão distantes de mim, apertei meus sobrinhos, passei por lugares lindos, confraternizei e, nem mesmo a gripe que ainda perdura, foi capaz de estragar a festa.

Beijos e volto logo!

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