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Archive for janeiro \31\UTC 2011

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>Blog em recesso.

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Era uma vez Catarina, uma meninaque amava livros. Aliás, ela já não era mais uma menina, mas enquanto lia sesentia como uma criança, imaginando e vibrando com as frases dos livros paragente grande.
O problema era que Catarina tinhauma mania: antes de começar a leitura de qualquer romance ela corria afoitapara a última página a fim de saber como terminava. Limitava-se a ler apenas,rapidamente como se estivesse fazendo algo proibido, o último parágrafo. Emseguida, respirava aliviada mesmo sem entender patavinas sobre a estória ecomeçava do início.
Conforme as páginas iamavançando, já do meio para o final, Catarina sentia uma angústia terrível. Aesta altura já não se lembrava muito bem do parágrafo da última página. Oproblema era que ela se envolvia tanto com tudo aquilo – os personagens, oenredo –, se apegava de tal forma àquele aglomerado de papel que sentia pena determinar. Assim, muitos livros iam se acumulando nas estantes, empoeirados,embora totalmente organizados.
Com o tempo, seu problema ganharauma dimensão tamanha que ela até evitava passar os olhos pelos títulos deixadosde lado, como se as obras a cobrassem uma dívida: o término. Assim, Catarinaaumentava a sua coleção de “rejeitados” pelo simples medo do vazio que cada estóriadeixaria em seu coração, com a falsa sensação de que se as terminasse elas setransformariam em algo tão independente dela, tão fora do seu controle e sesentiria obrigada ao ritual de despedida.
Catarina se privava de belasestórias. A dificuldade em virar a página a impedia de descobrir o belo noimprovável. Preferia viver apenas um suspense não desvendado. Ela estavaapegada ao costume cruel de não se permitir viver grandes aventuras.
(Mila Viegas)

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>Estou aqui em minha casa em Teresópolis, assistindo o desabrochar de um dia lindo. Uma brisa fresca entra pela janela, há pássaros cantando, borboletas bailando no quintal. Até parece um dia de primavera. As árvores continuam majestosas enfeitando o vale. O que ouço são os sons da natureza. Calmaria… Uma tranquilidade meio inquieta. Cães latem, não os meus. Os meus estão ainda dormindo, ainda se recuperando de uma noite de vigília.

Compreendo que, neste momento tão incerto e preocupante, muitas pessoas (familiares, amigos, etc.) já formaram suas opiniões a respeito deste lugar que eu tanto amo e venero. Muitos não entendem que a minha religião é a natureza, é tudo isso o que eu tenho aqui e passei longos 10 anos buscando essa aproximação. Hoje, eu não digo que era um sonho meu morar neste lugar, era uma missão. Passei todo esse tempo na busca incessante de encontrar o meu pouso. Encontrei. Encontrei o divino em mim aqui. Encontrei inspirações que me fizeram ser melhor. É difícil explicar isso. Muito mais fácil é sentir.

Por toda essa preocupação (compreensível), muitos queridos têm me dito que a “segurança está em primeiro lugar”. Sobre isso, quero dizer: Não se iludam! Não há garantias de segurança em lugar nenhum. Estamos vivendo um período de mudanças climáticas, um período onde nossas escolhas estão sendo postas à prova em muitos sentidos. Mais uma vez, não há garantias.

Se hoje cogito descer a serra, mudar de cidade, deixar para trás tudo o que conquistei aqui e abrir mão da continuidade do meu sonho, não é apenas por segurança. Há muitos fatores atrelados a isso. Fatores estes difíceis de explicar e difíceis de compreender quando não se pode viver o momento do outro. Defendo Teresópolis, respeito este lugar, sinto admiração por ele e obviamente dói um pouco ouvir as críticas relacionadas à cidade como se as nossas montanhas, os nosso vales e rios fossem assassinos. Árvores são assassinadas todos os dias e tão pouco se fala nisso. Rios são sufocados pelo assoreamento e ninguém comenta. Montanhas são feridas pela ocupação indevida das encostas e tudo isso só é dito quando tragédias acontecem.

Quando a mídia fala em tragédia, ela está se referindo ao número de vidas humanas perdidas. Mas a tragédia também se faz presente quando nossas florestas são destruídas. Isso é trágico do mesmo modo! Portanto, não sinta raiva da natureza que nos abraça e nos mantém vivos, mas que não possui o controle de sua força quando é violada sem consciência.

A segurança é sim um fator importante. Nos preocupamos com os nossos entes queridos quando estes se encontram em locais onde catástrofes estão acontecendo. Mas descer ou não a serra não nos garante segurança alguma. Embaixo corremos o risco de enfrentar grandes enchentes e alagamentos. Em cima… bom, em cima é mais ou menos isso o que vocês têm visto na mídia. O instinto de preservação do ser humano está muito longe de ser o ideal de segurança. Claro que dói em mim e em muita gente ver tudo o que está acontecendo no mundo e não apenas numa região específica.

Hoje, a tragédia dos outros é a nossa própria tragédia. Muitos ainda não compreenderam que precisamos uns dos outros. O que acontece com um reflete na vida do outro. Muitos ainda não veem desta forma. Lamentável!

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>Tenho vivido dias tensos… Noites insones…
Presenciado o céu mudar de cor constantemente
entre roncos de trovões
e nuvens negras que choram copiosamente.

Tenho resgatado o medo, mesmo sem querer
e procurado manter-me tranquila
mesmo experimentando um turbilhão de sentimentos
Não tenho rezado mais nem menos
Mas meu coração se mantém conectado com a natureza
compreendendo o que ela a todo momento me diz

Tenho me deparado com toda a sorte de pessoas
as solidárias
as que amam incondicionalmente
as que não medem esforços em prol do bem Maior
Porém, há também aquelas outras
as egoístas
as mesquinhas
as que sempre estarão na torcida contra
as que riem de nós pelas costas
as que se vangloriam com o fracasso dos outros
Dessas, apenas sinto pena por não conseguirem atingir um patamar mais elevado.

Tenho me comovido, chorado
Tenho sentido uma tristeza infinita
Tenho tentado superar o caos emocional
Tenho reunido forças para tomar grandes decisões
não importando nem um pouco a opinião dos que não fazem idéia de como é se sentir assim
Tenho refletido sobre relacionamentos nocivos
e desejado que estes se mantenham cada vez mais distantes de mim e dos meus.
Tenho pedido à Deus que conserve os nossos vales, nossas montanhas já tão castigadas.

Tenho me preocupado com quem se preocupa comigo
e procurado estabilizar os sentimentos
Tenho feito o possível para acalmar meu coração que bate apressado a cada som que vem do céu
Sejam os helicópteros, trovões, ventania, e pancadas de chuva
Também tenho feito o possível para prestar auxílio a quem precisa.

O que tenho vivido aqui, nem eu mesma sei explicar.
E fica um aperto no peito, uma tristeza desmedida de, talvez, ter que dar adeus à minha Avalon que abraçou-me com suas brumas e me fez viver os momentos mais felizes e tristes da minha vida. Mas, a reverencio e continuo amando cada centímetro deste vale.

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>Novas notícias…

>Infelizmente não conseguimos nos cadastrar para voluntariar no Pedrão ontem à noite. Embora estejam divulgando sempre a necessidade urgente de voluntários, principalmente para passarem a madrugada, fomos à sede da Defesa Civil e nos informaram que, devido ao horário, o cadastro estava suspenso. Interessante que não é divulgado o horário desse cadastramento. Assim como nós, outras pessoas interessadas em voluntariar também foram dispensadas. Dessa forma, continuaremos auxiliando com os donativos, mas decidimos não nos expor à idas ao centro da cidade (já que acabamos passando por áreas arriscadas) para voluntariar, pois aparentemente não é tão urgente assim.


Na noite de sexta-feira, quando fomos entregar os donativos recolhidos no Rio, os voluntários que nos guiaram até o galpão disseram que além das doações estavam precisando demais de pessoal, principalmente para a parte da noite, já que muitos vão durante o dia e necessitam de descanso. Além disso, a própria mídia tem divulgado essa necessidade. Mas não divulgam o horário de cadastramento dos novos voluntários que deve ser feito na Defesa Civil que funciona 24 horas.


Chegamos lá na noite de ontem e não foi possível conseguirmos o crachá e a autorização para ajudar com a explicação de que a pessoa responsável não estava mais realizando o cadastramento devido ao horário. Ficamos frustrados. Assim como nós, outros possíveis voluntários foram dispensados pelo mesmo motivo.


Mesmo assim, nossos esforços de captação de donativos continuam. Estamos fazendo a nossa parte, embora poderíamos fazer mais. Porém, a burocracia existe e precisamos respeitá-la. Como dito anteriormente, tomamos a decisão de não voluntariar, já que o caminho que percorremos da nossa casa até o centro da cidade sofreu algumas quedas de barreiras e em determinadas partes do percurso só há uma pista liberada para passagem. Como a chuva continua castigando a nossa cidade, as chances de novos deslizamentos são enormes. Optamos, neste momento, pela nossa segurança e só saímos de casa em caso de necessidade (alimentação, etc.). 

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  • As agências do Itaú no estado do Rio de Janeiro também são postos de coleta. Procure a agência mais próxima e faça sua doação.
  •  A sede do clube Tijuca Tênis Clube recebe doações. R. Conde do Bonfim, 451 – Tijuca. Informações pelo telefone: (21) 3294-9300
  • As unidades do Sesc Rio e Senac Rio e a sede do Sistema Fecomércio-RJ estão coletando água mineral, alimento não perecível, roupas de cama e banho, material de limpeza e de higiene pessoal e colchões para as vítimas das enchentes na região serrana. As unidades do Sesc receberão as doações de terça a domingo, das 9h às 17h. Os pontos de coleta são:

Sede do Sistema Fecomércio – RJ: R. Marquês de Abrantes, 99 – Flamengo (segunda a sexta, 9h às 18h)
Sesc Copacabana: R. Domingos Ferreira, 160 – Copacabana
Sesc Tijuca: R. Barão de Mesquita, 539 – Tijuca
Sesc Ramos: R. Teixeira Franco, 38 – Ramos
Sesc Madureira: R. Ewbanck da Câmara, 90 – Madureira
Sesc São Gonçalo: Av. Presidente Kennedy, 755 – São Gonçalo
Sesc Niterói: R. Padre Anchieta, 56 – Centro
Sesc São João de Meriti: Av. Automóvel Clube, 66 – São João de Meriti
Sesc Nova Iguaçu: R. Dom Adriano Hipólito, 10 – Moquetá
Sesc Teresópolis: Av. Delfim Moreira, 749 – Centro
Sesc Quitandinha: Av. Joaquim Rolla, 2 – Quitandinha, Petrópolis
  • Unidades Senac Rio: Horários de coleta das 9h às 19h, de segunda a sexta. Aos sábados, das 9h às 12h.

Niterói: R. Almirante Teffé, 680 – Centro
Copacabana: R. Pompeu Loureiro, 45 – Copacabana
Marapendi: Av. das Américas, 3959 – Barra da Tijuca
Faculdades Senac Rio: R. Santa Luzia, 735 – Centro
Botafogo: R. Bambina, 107
  • Extra Supermercado e Hipermercado: Todas as unidades estão recebendo donativos, em São Paulo.
  • Caio Martins: Recebe donativos das 8h às 20h – R. Pres Backer – Icaraí, Niterói Entrada pelo portão principal na Avenida Roberto Silveira, em Icaraí.
  •  Supermercados Pão de Açúcar, Extra, Sendas, ABC Compre Bem e Assaí: Estão recolhendo roupas, remédios, alimentos não-perecíveis, ítens básicos de higiene e colchões, em TODAS as unidades do Rio de Janeiro. Se tiver um no seu bairro, não deixe de ajudar.
  •  Metrô Rio: Recebe donativos nas estações Carioca, Central, Largo do Machado, Catete, Glória, General Osório, Pavuna, Saens Peña, Del Castilho e Siqueira Campos.
  • Cruz Vermelha em Belo Horizonte/MG: Al. Ezequiel Dias, 427 – Centro. Cep: 30130-110 Telefone: (21) 3239-4200
  •  Cruz Vermelha de Curitiba: Donativos para as vítimas das chuvas no Rio e São Paulo. (41) 3016-6622 – Av. Vicente Machado, 1310 – Batel
  • Batalhões da PMERJ: Todos os batalhões estão recolhendo roupas, remédios, alimentos não-perecíveis, ítens básicos de higiene e colchões. Saiba os endereços aqui.
  • Rodoviária Novo Rio: Av. Francisco Bicalho, 1 – Santo Cristo – Rio de Janeiro, no embarque inferior, diariamente até as 17hs.
  • Petrópolis: Doações na R. Aureliano Coutinho, 81 – Centro – Petrópolis
  •  Hortifruti: Todas as lojas Hortifruti recebem donativos. Saiba dos endereços aqui.
  • Ponte Rio-Niterói: Sentido Niterói, próximo à praça do pedágio, a CCR Ponte disponibilizou um container para coletar doações;
  •  Para quem quer doar em espécie: Campanha “SOS Teresópolis – Donativos” Banco do Brasil – Ag.: 0741 | C/C: 110000-9

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