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Archive for março \28\UTC 2011

>… Tic tac tic tac…

>Aguardo muito uma notícia que seja boa de se ler, de se ouvir.
Aguardo pacientemente como quem desenrola fios de lã embaraçados e inicia uma urdidura ainda desconhecida.

Paciência e ansiedade se misturam… Yin Yang caminhado de braços dados. E a certeza… A pura e simples convicção de que o caminho é o certo, mesmo que se mostre errado.

Aguardo…
… Enquanto o café borbulha na cafeteira que aspirava ser italiana. Ela imita sotaques.
Separo a xícara, a colher e o açucar mascavo. Lembro dos capuccinos degustados na delicatessen da esquina.

O relógio é o carrasco que chicoteia o coração do ansioso. Se faz de bobo da corte, mas só arranca lágrimas. As piadas cruéis que brincam levianamente com os pensamentos são elaboradas para despertar dúvidas.

… Tic tac tic tac…

Os varais do tempo se recusam a aceitar lençóis encardidos.

… Tic tac tic tac…

As dúvidas crescem nos jardins das fraquezas.

… Tic tac tic tac…

Aguardo companhia para o café da tarde.

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>Apenas uma canção…

>

Ela passa os dias um depois do outro
Ela nunca ve, ela nunca escuta
Contando as horas, a vida dela é uma reprise
Uma série de falhas em uma só

Quando ela era jovem, ela olhava em direção ao futuro
Olhos cheios de promessa, um coração repleto de alegria
Como teve a sua estrada distorcida tão bruscamente
Podem essas duas mulheres se tornarem uma só?

Uma vez ela sonhou com romance
Uma vez ela imaginou que vivia num castelo
Uma vez ela segurou o mundo nas mãos
Uma vez foi muito tempo atrás muito muito distante

Agora a mente dela dói, a vida dela tem sido difícil
Repleta de tanta tristeza, nenhuma garota deveria saber
Como o coração dela dói, o amor dela e ela está perdida
Algum dia isso melhora, mas ela discorda

Uma vez ela sonhou com romance
Uma vez ela imaginou que vivia num castelo
Uma vez ela segurou o mundo nas mãos
Uma vez foi muito tempo atrás muito muito distante

Quando ela era jovem, ela olhava em direção ao futuro
Olhos cheios de promessa, um coração repleto de alegria
Como teve a sua estrada distorcida tão bruscamente
Podem essas duas mulheres se tornarem uma só?
*Tradução tosca encontrada na internet.

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>Doce chuva

>

Ao contrário de alguns, eu adoro tempo chuvoso como o de hoje. Dá uma paz e surge um silêncio gostoso, já que a maioria se tranca dentro de casa, talvez acreditando que seu corpo seja feito de açucar e vai derreter. Mas, chuvinha assim é muito prazerosa… E, dificilmente, eu uso guarda-chuva.

Hoje saí de casa e fui visitar minha tia que está de visita na casa da minha mãe. Batemos um papinho, tomamos café com bolo de fubá e sementes de erva doce, tiramos um cochilo no sofá e depois me despedi… Fui ver a chuva cair nas águas calmas da lagoa aqui perto, assisti aos pescadores jogando suas tarrafas incansavelmente, avistei barquinhos coloridos e pedalinhos em formato de cisne estacionados próximo a um deck.

Voltei pra casa, pensando na vida, com a alma de banho tomado. Ciente de que ainda falta um bocado para me revigorar por completo.

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>

Nova Friburgo/RJ.
                                      
Agradeço o acolhimento dos amigos, o final de semana único e festivo…
Agradeço a oportunidade de soltar a voz e cantar a noite inteira com a banda improvisada no aniversário da Lindinha…

Agradeço aos Amigos da Serra, motoclube que sempre nos recebe com muito carinho.

Eu amei!

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>Arroz da sogra.

>Hoje fui ajudar a fazer o jardim da minha sogra e acabei ganhando umas plantinhas pro meu… Isso porque eu sou uma pessoa muito “helps”… kkkk… Daí o estômago começou a roncar e veio a pergunta que não queria calar: “O que vamos fazer pro jantar?”. Me ofereci para fazer o arroz que, modéstia à parte, faço bem pra caramba.

A sogra veio:

-Mila, a panela já está preparada com o tempero, não coloca sal porque já tem e você sabe que eu não posso comer comida salgada.

Ok!

Como todo mundo ia jantar por lá ela me disse para fazer bastante arroz. Ok! Daí eu olhei pra panela, olhei pro arroz e pensei: “hummm, vou colocar mais um bocadinho de sal porque senão ninguém merece!”. Fui escondida lá e tasquei uma colherinha inocente de sal.

Pois bem, jantar pronto, todos comeram de se fartar e eu – of course – fui repetir (isso porque estou muito magra pra não dizer o contrário… rs). Minha sobrinha estava na cozinha e eu fui até o suposto saleiro colocar umas pitadinhas de sal no meu arroz….

– Tiaaaaaaaaaaa, isso daí é açúcar! O sal “tali”.

– Num brinca que isso é açúcar!?

– É tia, o sal é no outro pote.

Ops!!! Bem que eu achei o arroz meio doce e inclusive achei a água meio escurinha tipo caramelada. Quer dizer, fui burlar a feitura do arroz acrescentando mais um tantinho de sal e coloquei açúcar no lugar disso. Todo mundo comeu e achou ótimo, já que comida lá é sem sal mesmo.

Logicamente não contei nada, aliás, contei sim (não me seguro depois de uma crise de riso)… Mas não contei nada para a sogra que, ao final disse:

– Como eu queria saber fazer um arroz assim!!!

kkkkkkkkkk…

Eu eu quase falei que o segredo é colocar açúcar… rs. Fazer comida na cozinha dos outros é o ó!

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>Até para escrever coisas imbecis é preciso certo trato com as palavras, é preciso torná-las interessantes, não óbvias. O escritor, muitas vezes, tem que compreender que a criatividade também pode ser perigosa e não se importar caso não seja compreendido. Há textos que são como obras de artes numa galeria, é necessário sensibilidade, não para entendê-los e sim para trazê-los para mais perto de si e se envolver com eles, mesmo que seja da natureza humana tentar decifrar o que o outro quis mostrar.

Sim, você pode escolher escrever imbecilidades de uma forma interessante. O único risco que você corre é o de não ganhar nada com isso.

Em homenagem a mais um concurso “cultural” de uma editora renomada que rolou no Facebook.

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