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Archive for the ‘Blogagem Coletiva’ Category

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O ano de 2010 foi bem interessante para mim. Comecei deixando para trás o tumulto da cidade grande e mudei radicalmente de vida neste sentido. Foi algo não planejado, meio inesperado, mas considero o divisor de águas na minha vida.

Essa mudança me proporcionou entrar em contato com um mundo novo. Na realidade, um mundo que já estava dentro de mim e eu não sabia ainda como explorá-lo. Me permiti! Deixei para trás o comodismo, me arrisquei sair da minha zona de conforto. Isso não é fácil e, apesar de doloroso em certos aspectos, foi e está sendo prazeroso.

Em 2010 deixei para trás alguns estresses. Abri mão de um negócio que talvez tivesse capacidade de prosperar, mas eu não estava feliz. Deixei para trás diversas coisas que me incomodavam, embora tenha experimentado outras.

Também deixei para trás um pouco de apego e passei a compreender melhor que algumas coisas acontecem, simples assim, sem que possamos interferir. De qualquer forma, ainda temos a escolha de fazer das perdas um martírio ou adicionar mais um ingrediente de força na nossa vida.

Deixei para trás paredes sufocantes e ganhei em troca amplos horizontes.

Guardei o pôr-do-sol no pensamento para poder vislumbrá-lo em outros momentos, mesmo que não tão corriqueiros.

Deixei o cinza se transformar em verde e, com isso, pude perceber melhor o contraste com o azul.

E como 2010 ainda não acabou, pode ser que ainda venham coisas que deixarei para trás. Mas isso não importa. Algumas quero bem distante de mim, outras ainda aguardam o momento certo para florir. Porque o importante é viver o hoje, mesmo que tenhamos uma maravilhosa noção do que está por vir.

Agora é a vez da vida deixar acontecer… deixar florescer em 2011 as sementes que plantei em solo bastante fértil neste ano que se despede. Ano que tem sido muito interessante, mas do qual já nem sinto saudades.

Blogagem coletiva proposta pela querida e amada Crica Viegas, do blog Um Pouco de Tudo. (Ainda dá tempo de você participar, basta entrar no blog da Crica e deixar um comentário referente à sua postagem!).

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Como estou com problemas ao abrir páginas da internet no meu computador, descobri essa possibilidade de postar no Blogger através do Windows Live Writer, programa que consegui baixar dentro das atualizações do MSN.

Vira e mexe o Blogger tem dado problema aqui, mas sei que a culpa é do meu computador que precisa urgente ser substituído. Desisti de fazer upgrade nele pois já é antigo, totalmente “jurássico”, daí estou decidindo se compro um notebook ou não. Isso vai demorar é claro, mas enquanto isso vou usando o Writer para não deixar o bloguinho abandonado.

Lembrando que amanhã é o dia da Blogagem Coletiva “O que você deixou para trás em 2010?”, promovida pela Crica Viegas. Meu post já está pronto e programado para publicação.

Grande beijo à todos!

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Estou aqui rapidinho para divulgar essa proposta bacana de Blogagem Coletiva. Idéia da Crica Viegas (clique no nome dela para saber mais!).
A Blogagem será de apenas um dia – sexta-feira agora, dia 17 – e o tema é muito legal:
O que deixei para trás em 2010?

Corre no blog dela…

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Todos dançam
Enlaçam-se de sátira
Essência da lenda
O drama que contrasta
Fragilidade do homem
Robustez do boi
Boi livre
Nativo
Alegria dos pindoramas
Vem meu boi,
Boi-bumbá
Enseja a pavulagem
No fantástico
Faz-se comédia
Tragédia
Vem meu boi
Fazer a festa
Ê boi
Tradição
Traz consigo
Inspiração
Erudita
Dança e gira
Evangelização
Dos jesuítas
Vem meu boi
Veste-me de carnaval
Faz da dança
Um auto medieval
Boi bonito
Garantido
Um capricho
de Pai Chico
aos desejos de Catirina
Desperta as burrinhas
Penduradas por tiras
Girando “Lá Vai”
Pedindo “Licença”
Entoando crenças
O Urro do Boi
E a Toada da Despedida.
(Mila Viegas)
Este post faz parte da Blogagem Coletiva “Minha idéia é meu pincel” promovida pela Glorinha.

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Cada vez que te vejo, Frida
Me calo
Sua face é enigma
Mistério de um olhar de gato
Crucifixo
um beija-flor
Preto e branco
Como nunca vi igual
Aqui no meu quintal

Tu me lembras Clarice
entre borboletas e libélulas
Clarice lenda
Flor-de-Lis
Espectro
Desconexo

O quadrúnamo que te observa
é teu lado primitivo
Instintivo
Original
mulher-primata
insensata
abissal

Seus instrumentos
a tela, o pincel
Os meus?
a caneta, o papel
Frida fala em cores
sofrimentos e amores
Seu Eu
Tudo o que via em si
e não se perdeu

Calo-me diante dela
ao ver a tela
Calo-me da sensatez
exponho minha embriaguez
A tagarelice usa os dedos
abusa no que escrevo
Frida se mostra
com um quê
de Gauguin
E eu me enrosco
nas entrelinhas…

… da bela
que habita nela
da fera
que vive em mim.

(Mila Viegas)

Este post faz parte da Blogagem Coletiva “Minha idéia é meu pincel” promovida pela Glorinha.

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Pas-de-deux
Q
uando meus caminhos se cruzaram com a dança,
Sublime e dolorosa como um pas-de-deux
ensaiado exaustivamente
Eu sabia que a conhecia através dos tempos
Como marcas de lágrimas de uma ponta desequilibrada
Eu sentia o vento ao girar em tropeços
Ao admirar o clássico, o eterno, o poema dos passos…
Numa valsa sincronizada e muda
Num silêncio quebrado pelas sapatilhas duras
Onde passos repetidos
Traçavam a coreografia do meu ser
E meu mundo foi invadido
Em aplausos de platéias invisíveis
Em devaneios de músicas mentalizadas
Em lembranças de espetáculos
O meu palco? A vida que levo hoje
Dançando entre louças e vassouras
Entre o leite derramado
Entre o beijo de boa noite
E a aurora de um novo dia…
cheio de promessas
Aprendi muitos passos:
A marcha lenta, preguiçosa
O passo apertado
quando o relógio teima em adiantar as horas
A corrida pelo abraço
O deslizar no chão molhado
E meus pés, ainda teimam em dançar…
(Mila Viegas)

Este post faz parte da Blogagem Coletiva “Minha idéia é meu pincel” promovida pela Glorinha.

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Quando te contemplo
Sei tudo e não sei nada
O recorte, o vale
Montanhas escarpadas

Me transformo em nuvem
Me condenso
Afunilo em mim sentimentos
Sou o caminho das águas que se faz estrada

E meus olhos
Labirintos do nada sei
sempre abertos na hora do amor
da loucura que herdei

Já a mente
tomada pelas brumas de outrora
Mantém-se displicente
quando muito se enamora

Faço curvas no teu corpo
Aos poucos, crio a forma
Deixei para trás o meu pouso
e sem adeus, fui embora

O vazio em ti deixou melancolia
o coração lateja em agonia
Sou água represada em canção
mas sempre escorro da palma da sua mão.

(Mila Viegas)

Este post faz parte da Blogagem Coletiva “Minha idéia é meu pincel” promovida pela Glorinha.

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