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Archive for the ‘Lugares’ Category

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Algumas vezes eu tenho a nítida impressão de que crianças são anjos… se não forem anjos, elas possuem um canal de comunicação totalmente aberto com estes seres divinos (disso eu tenho certeza!). Como hoje foi mais um dia “daqueles”, onde o peso do mundo não saiu das minhas costas, a dor de cabeça (literalmente) tem sido a minha companheira por dias a fio. Me olho no espelho e percebo que os tantos problemas me fizeram envelhecer uns 10 anos. Olheiras, pele sem viço, olhos caídos, cabelos presos, sobrancelhas por fazer… Não me abandonei, apenas estou sem tempo para mim e esta situação será resolvida em breve. Tenho fé!

Então, pedi ao meu filho que me fizesse a gentileza de brincar em silêncio (ele conseguiu a proeza), pois mamãe não está passando por dias muito bons, mas que ele não se preocupasse que logo eu voltarei a ser aquela de sempre. Expliquei que às vezes os adultos ficam preocupados com algumas coisas, que é normal, e tudo isso logo passa… Essas coisas que a gente diz, que são verdadeiras, e que com jeitinho a criança compreende.

Fomos jantar. Só eu e ele. Preparei uma comidinha leve, com legumes e verduras. Fiz suco que ele adora, pus a mesa e assim, sem pressa, degustamos o nosso alimento. Enquanto comíamos, conversávamos sobre diversos assuntos e foi então que ele me falou:

– Mãe,  por que você não procura um pensamento feliz?
– Pensamento? – perguntei.
– É, pensa num lugar feliz… evita pensar em coisas ruins, pois se você fechar os olhos e pensar num lugar feliz, o fruto da sua imaginação vai lhe trazer muitas dicas.
– É mesmo? – eu queria saber mais.
– É… olha, funciona assim: você fecha os olhos, imagina o seu lugar feliz, mas este lugar tem que ser só seu, tá? Depois você vai se encontrar com o fruto da sua imaginação. Nesta hora é preciso cuidado, porque nem sempre o fruto da sua imaginação vai lhe dar dicas que você será capaz de usar e dar certo. Como ele tem muitas dicas pra dar, você escuta com atenção e veja qual dessas dicas vai te servir agora. Aí você usa ela, entendeu?
– Entendi!
– Bom, então você deita lá no seu quarto, relaxa, fecha os olhos e faz a sua viagem. Eu tenho certeza que você vai encontrar.

Passado um tempo, ele veio me beijar e me perguntou como era o meu lugar feliz, pois estava curioso pra saber. Eu lhe disse que o meu lugar feliz é um jardim… “- Já sei, cheio de flores né mãe?”… isso, um lugar cheio de flores coloridas, que não faz frio nem calor… “- Uma temperatura morna, seria?”… é, uma temperatura agradável, eu visto roupas confortáveis e tem uma grande cama com lençóis perfumados. Nela eu me deito e fico olhando pro céu, vendo o formato das nuvens, os pássaros passeando e bem do lado tem um grande gazebo com uma mesa de café da manhã bem diversa, com um monte de coisas gostosas.

Ele me contou que o lugar feliz dele é uma praça com um parque onde muitas crianças ficam brincando e o dia sempre é bonito. Então, ele me alertou que a gente sempre pode acrescentar situações ou coisas no nosso lugar feliz e que este lugar vai crescendo com o passar do tempo, vai ficando maior, cheio de coisas legais.

Procurei saber se ele sempre pensa no lugar feliz da imaginação dele e ele me respondeu que como criança ele não tinha problemas, então ele não precisa acessá-lo sempre, só em alguma situações. No final ele me disse assim:

– Mãe, dá uma olhada lá fora. Você lembra que todas as manhãs a gente escuta a natureza em volta da nossa casa? Então… a gente tem um lugar feliz que não faz parte da nossa imaginação, a gente vive nele todos os dias, basta mudar uma coisinha aqui outra ali e vai ficando do jeitinho que a gente quer. Mesmo assim, a gente pode ter um monte de lugares felizes na nossa mente e o fruto da nossa imaginação sempre vai estar lá para nos dar dicas. Presta bem atenção nessas dicas, porque ele (o fruto da nossa imaginação) não costuma repeti-las todas as vezes.

Bom, se crianças não são anjos, elas devem ser aqui na Terra, o que mais se aproxima deles.

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>Hoje resolvi tirar um horinha para pedalar aqui pela rua de casa. Peguei a bike do Natan emprestada e relembrei os velhos tempos de adolescente quando eu não vivia sem uma. O passeio foi bem rápido, mesmo porque estou com meu tempo todo tomado, mas eu precisava respirar ar puro e admirar a natureza de perto. Queria ter ido mais longe, mas dessa vez não deu.

Pelo menos foi possível aliviar um pouco do estresse e me inspirar com o cenário. Quero poder fazer isso mais vezes e, na próxima, quero ir acompanhada fazendo caminhada mesmo, porque não posso exigir muito da minha forma física pedalando e encarando subidas e descidas. Preciso fazer isso aos poucos até recuperar o pique.

Então, apesar de poucos “clicks”, eis algumas cenas desta sexta-feira super agradável aqui na serra. Bom final de semana pra todo mundo!

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Da janela do ateliê… montanhas e florestas.
Caminho que percorro todos os dias… minha rua é abraçada pela natureza num belo fim de tarde!

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As coisas por aqui estão caminhando. Parece que demos um jeitinho básico na internet e, enfim, estou conseguindo acessar do meu computador. Ainda estou em ritmo de ajuste do meu relógio biológico, nova rotina, mil coisas para fazer, mas percebo que mesmo vagarosamente tudo está fluindo. Com tantos afazeres o tempo parece passar mais depressa, por outro lado, existe um quê de calmaria.
Tem chovido todos os dias desde semana passada, mas não consigo precisar há quantos dias estamos sem sol. Às vezes, a temperatura cai bruscamente e nós, que ainda não estamos preparados para isso, sofremos um pouco. Tudo é questão de costume! Assim que cheguei aqui, antes até de me mudar, notava drasticamente a diferença da temperatura na água das torneiras, super geladas e recorria ao aquecimento central para “temperar” a água e “quebrar” o gelo. Agora, já não sinto mais esse choque ao abrir as torneiras pela manhã, mesmo sabendo que a água estará bem fria. O fato é que quem está acostumado a uma sensação térmica de 50º vai sentir muita diferença em viver num lugar onde a sensação está sempre abaixo de 20º. Meu filho vive dizendo: “Mãe, se no verão está assim, imagina em julho?!”… rsrsrs.. Verdade! rs.
Nosso plano era fazer a mudança no meio do ano, mas justamente por causa dessa adaptação térmica e pelo fato de termos encontrado exatamente a casa que queríamos, antecipamos tudo. A consequência é a correria e as urgências que precisamos transpor para finalmente respirarmos aliviados. Porém, como mencionei em post passado, nada se compara com o fato de estarmos onde queremos. Vir para cá foi uma das decisões mais acertadas que fiz nessa vida, mesmo estando um pouco longe dos familiares e amigos, encarando uma nova cidade, uma nova vida, praticamente sozinha… Afinal, eu passo 24h aqui, dirigindo em ruas ainda desconhecidas (coisa que já estou tirando de letra), me adaptando em ter que lavar roupas do lado de fora da casa muitas vezes tendo que sair com guarda-chuvas e roupas sujas pelo quintal imenso, levando e buscando meu filho na escola que é bastante longe de onde moramos, dormindo mais cedo e acordando cedo para deixar tudo mais ou menos preparado… Enfim… é realmente uma nova vida, diferente da boemia que passei tanto tempo vivendo quando morei em cidades grandes.
A água daqui é excelente! Deixa a pele e os cabelos mais hidratados, as roupas com cheirinho bom. Não sinto mais aquele cheiro forte de cloro que tem na água lá de baixo. Inclusive alguns amigos que passaram dias aqui sentiram esta mesma diferença ao chegarem em casa e lavarem as mãos. A comida tem outro sabor e é uma delícia pôr a mesa para as refeições diárias.
O clima bucólico da nossa casa encanta a todos que por aqui passam. Dá vontade ficar e não sair mais. É como se o vale abraçasse a gente, nos envolvesse de uma forma tão sublime que quem tem ouvidos mais apurados é capaz de ouvir Gaia sussurrando boas vindas. As montanhas com tantos tons de verde, nos presenteiam com o lilás das quaresmeiras salpicadas ao redor. Aqui, não tem como não respirar natureza em todos os cantos que se vá e a chuva parece cair de um grande regador banhando a terra, dando de beber à vegetação.
As borboletas são um espetáculo a parte. Eu as chamo de “borboletas beijoqueiras de flor”, assim como as descrevia nos meus textos dos “Bosques de Libelle”. São diversas… formatos e tamanhos diferentes, coloridas ou com cores únicas, algumas voam mais rápido e outras parecem apreciar tudo em câmera lenta e ao beijarem as flores elas esquecem do tempo e, por sorte, conseguimos nos aproximar e acompanhar seu bailado.
As aranhas tecem suas teias com paciência e precisão. Alguém já teve o privilégio de assisti-las fiar? Procuro imitá-las e buscar inspiração para que o meu trabalho seja ainda mais perfeito, embora, mesmo que eu viva 100 anos e consiga armazenar todo o conhecimento necessário, jamais chegarei a seus pés e, definitivamente, entenderei que o ser humano com todas esta “humanidade” será sempre imperfeito em sua beleza.

Pois bem! Quero dizer que por aqui está tudo bacana, gostoso e feliz. Quero agradecer a todo mundo que enviou seu carinho e desejo para que tudo desse certo. Em especial à Beth que me dedicou em um dos seus posts uma flor linda do seu jardim e “Vilarejo”, música da Marisa Monte, com composição em parceria com Pedro Baby, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes. Realmente Beth, aqui areja um vento bom e o paraíso definitivamente se mudou para cá.

Um grande beijo! E eu volto…

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Nosso café da manhã foi com pãezinhos de queijo feitos pelo marido. Eu não gostava desse pão antes de comer os que ele faz. Ficam macios, com gostinho maravilhoso! Uma pena que quando estavam prontos eu não fotografei… a fome era tanta que não deu tempo… rs. Já estamos com estoque aqui… rsrs.

Após o nosso café da manhã delicioso fomos levar nossos amigos para conhecerem este antiquário. Fazia tempo que eu não o visitava, mas este é um dos lugares que eu amo aqui. Tem de tudo e cada coisa mais linda que a outra. Sorte que marido esqueceu a carteira… rsrs. De qualquer forma estamos em ritmo de contenção de despesas porque mudança sempre é um gasto e sempre surgem imprevistos.

 

Em seguida fomos conhecer a Cachoeira dos Frades que fica aqui pertinho mas não dá pra ir a pé. Já era mais ou menos umas cinco da tarde e o tempo estava fechando, anunciando um temporal. Mas não choveu até voltarmos pra casa. Lugar simplesmente divino!

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>Oi gente,
Quantas saudades!
Mas confesso que foi uma delícia ficar sem acessar internet e computador por esta uma semana.
Hoje, finalmente, conseguimos (após algumas tentativas frustradas) fazer com que o nosso acesso a internet fosse restabelecido… e como tem um batalhão de e-mails para verificar e uma série de coisas relativas a trabalho para resolver, não sei quando conseguirei me sentar despreocupadamente aqui para escrever no blog.

Aqui está ótimo! É muito bom não sentir mais calor, não suar e dormir sem ar condicionado. Na realidade, nem ventilador estamos usando e à noite dormimos enroladinhos nos edredons. Muito bom! Não tem preço! Tenho mil coisas para falar/escrever e tenho certeza que inspiração não faltará. Daqui, da janela do meu escritório/ateliê contemplo a floresta lá fora cheia de árvores majestosas e lindas. Observo as borboletas no meu jardim e depois vou lhes contar um pouco sobre duas borboletas especiais que vivem aqui. Fizemos amizades com os sapos, os grilos, e todos já ganharam nomes.. hahahahahaha.

Agora deixo algumas fotos do nosso paraíso. Voltarei em outra oportunidade!
Beijos grandes!

 
  
  
  
  
  
  
Este é o sapo Oscar… rsrsrs
  
Hortelã!
  
Demos o nome de Juice… ontem ele estava na nossa varanda!
  
  
Minha campainha! Blim blommm…
  
 

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Apesar de não curtir carnaval me emociono com o colorido, a arte, o som dos tamborins… como se a bateria, coração de toda escola de samba, fosse também o meu coração. Sou carioca! Carioca com orgulho… as belezas naturais da minha cidade (minha modo de dizer… o Rio de Janeiro é de todos!), a alegria contagiante das pessoas, a chopp gelado em Copacabana, os bares da Lapa, as lindas praias, o Cristo de braços abertos, a paisagem vista do Pão de Açucar, nossos museus, nossa história, nossos artistas…
Infelizmente, nosso amado Rio de Janeiro vem nos mostrando seu lado feio, violento, que nos deixa a mercê da sorte, mas mesmo assim ele continua lindo, apaixonante. Por isso, para todos que curtem Carnaval, que se misturam aos blocos de rua, que desfilam nas escolas de samba, que saem em busca de diversão, eu desejo de todo coração que este feriado seja de paz, que a violência dê uma tréqua, que os motoristas sejam conscientes no trânsito.
Amanhã é o dia da minha despedida, ou melhor, do meu “até logo”… Vou subir a serra e pretendo ficar lá por muito tempo, mas não deixarei de visitar a minha cidade amada que, só de falar, faz meus olhos encherem da lágrimas. Guardo boas lembranças, bons amigos, por todo este tempo que vivi aqui. Jamais me esquecerei da Lapa, carinhosamente apelidada de “quintal da nossa casa” e de todos os momentos que passei por ali curtindo a noite carioca até o dia amanhecer. A Tijuca onde morei e fui feliz. Passeios no Jardim Botânico, comida japonesa no Kotobuki em Botafogo, chopp gelado em Copa, encontros na Cobal do Humaitá, Floresta da Tijuca, Vista Chinesa, a Barra, São Conrado, Leblon, Ipanema. Estou levando a saudade, muitas boas lembranças e um monte de histórias pra contar.
Dedico este post aos amigos:
Marcos e Flavia (Glória)
Erto (Tijuca)
Fafá e Lucia (Botafogo)
Vera (que hoje mora em Petrópolis)
Zi (Copacabana)
Juninho e Dani (que hoje estão em Vargem Grande)
E a todos aqueles que fizeram parte da nossa caminhada pelos bairros do nosso querido Rio.

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